Quinta, 25 de fevereiro de 2021   -     16:58 |

‘Não temos mais como aumentar leitos de UTI’, diz Fundação Municipal de Saúde de Teresina

O presidente da Fundação Municipal de Saúde de Teresina (FMS), Gilberto Albuquerque, disse, nesta segunda-feira (22), que não há mais como ampliar o número de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na capital, porque não há medicamentos e equipamentos disponíveis no mercado para abastecer novos leitos.

"Já aumentamos o tanto que era possível. Agora não tem mais como aumentar, porque não existe medicamento à venda no mercado. Não adianta montar leito de UTI se não tem remédio para tratar o paciente", explicou Gilberto.
Até o domingo (21), 91% dos leitos de UTI destinados ao tratamento de Covid-19 em Teresina estavam ocupados. Além da capital, as cidades de Parnaíba, Piripiri e Floriano estão com sinal de alerta pela alta ocupação de leitos.

Ainda segundo o secretário, a atual situação de lotação dos leitos de UTI para tratamento de Covid-19 é grave, por isso a prefeitura e o governo do estado podem publicar, ainda nesta segunda, novos decretos para restringir atividade e evitar a circulação de pessoas, reduzindo a disseminação do coronavírus.

“Nós não gostaríamos que tivesse nenhuma medida restritiva. Não terá lockdown, mas com certeza há a necessidade de medidas restritivas”, explicou o presidente da FMS.
De acordo com o presidente da FMS, a fundação forneceu informações ao Centro de Operações Emergenciais (COE) sobre a situação da pandemia em Teresina para que sejam analisadas pelo corpo técnico do COE.

Foto: Reprodução

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