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Conselhos de medicina denunciam precariedade de hospitais estaduais do Piauí

O Conselho Regional de Medicina do Piauí e o Conselho Federal de Medicina apresentaram dados sobre fiscalizações em hospitais de todo o país. No Piauí, segundo os órgãos, faltam locais para higienizar as mãos nos centros cirúrgicos, não há lençóis para os pacientes e faltam baterias pare equipamentos básicos. A Secretaria de Estado da Saúde foi procurada ontem (09) e ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Segundo a presidente do CRM, Miryan Parente, a situação nos hospitais estaduais no interior é a mais crítica. Segundo ela, isso se deve em parte ao baixo investimento pelo governo estadual na saúde. De acordo com os órgãos, enquanto a prefeitura de Teresina investe cerca de R$ 590 por habitante anualmente, o estado investe R$ 278.

“No Piauí há falta de lençóis, que é uma coisa básica, qualquer pessoa que visita um hospital no Piauí sabe das dificuldades. Outro ponto abordado são as salas de recuperação pós-anestésica, que no hospital de Parnaíba, há pouco tempo fizemos interdição para que fizessem a sala”, disse a presidente do CRM.

Diretor Tesoureiro do CRM, Iran Gallo, comentou a situação dos hospitais no Brasil — Foto: Gilcilene Araújo/G1

O diretor Tesoureiro do CFM, Iran Gallo, destacou a falta de baterias no foco cirúrgico, equipamento usado para iluminar as cavidades dos pacientes que estão sob procedimento. A situação foi encontrada em vários hospitais do Brasil, segundo ele.

“É inadmissível não ter carro de anestesia, que é o que faz com que o paciente não sinta dor, para que o anestesista pratique ações dentro dos conformes preconizados pelo CRM. O foco cirúrgico sem bateria, se a energia for embora, não tem uma luz de emergência, a cirurgia para, porque o cirurgião não tem como ver a cavidade abdominal e a bateria é uma coisa simples e barata. O paciente ica lá anestesiado e sem ser operado. Esta é a realidade da maioria dos hospitais do país”, disse ele.

Ao todo, no país, foram fiscalizadas cerca de 500 hospitais entre 2017 e 2018, incluindo unidades piauienses. No levantamento sobre leitos, segundo o CFM, o Brasil fechou 233 mil leitos hospitalares e Piauí fechou cerca de 500 leitos entre 1999 e 2018.

Precariedade dos hospitais no Piauí

Leonardo Cruz, representante do Piauí no Conselho Federal de Medicina, afirmou que no Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, faltava comida para os pacientes.

Representante do Piauí no CRF apresenta dados da saúde no estado — Foto: Gilcilene Araújo/G1

Em Campo Maior, o hospital foi interditado pelo conselho regional de Medicina. E na capital, o CRM fez a interdição parcial da Maternidade Dona Evangelina Rosa em novembro de 2018. Segundo a presidente, a unidade de saúde permaneceram interditada a pedido do secretário estadual de saúde.

“O gestor nos pediu para continuar com a interdição porque sem o procedimento não consegue fazer as reformas necessárias. Diante disso, a maternidade vai continuar parcialmente interditada por mais 60 dias”, declarou.

*Com informações do G1/PI

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