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Wellington Dias contraria discurso de campanha e suspende obras no PI

Num decreto do governo do Piauí, Wellington Dias (PT) suspendeu por tempo indeterminado a emissão de ordens de serviços para novas obras com recursos do Tesouro Estadual. Também foi revogado, na manhã de ontem (13), um decreto de 2017 que permitia praticamente a todas as secretarias e coordenadorias do estado realizar obras pública, sobretudo de pavimentação.

Mesmo as ordens de serviço já emitidas até a data do decreto poderão ser suspensas pela autoridade estadual caso a empresa que recebeu a ordem para execução da obra não a tenha ainda iniciado.

Durante a campanha eleitoral:

"Estado não está quebrado", disse Wellington Dias em entrevista à TV Cidade Verde, no período das eleições do ano passado. Naquela ocasião, ele chegou a ressaltar que "um estado quebrado não toma empréstimo sem avalista em nenhuma instituição financeira", justificando "avanços e investimentos".

De acordo com o governador, ainda na entrevista, o Piauí estaria de pé por conta de decisões suas como manter o pagamento da tabela e os serviços funcionando. "Temos hoje mil obras em todo o estado, entre calçamento, rodovias, isso no momento de crise. São poucos que fazem isso, por isso não estamos quebrados", enfatizou.

Mudança: 

O Portal AZ avaliou que, com o decreto, novas obras somente poderão ser feitas mediante a autorização da Comissão de Gestão Financeira e Gestão por Resultados, que analisará “o objeto e a disponibilidade de recursos”, deliberando sobre a ordem de serviço.

O texto do decreto não faz menção à difícil situação fiscal em que se encontra o Estado, justificando a decisão em face da “reforma administrativa em curso, com a consequente e significativa alteração da organização administrativa e da competência nos órgãos e entidade no âmbito do Poder Executivo”.

Segundo ainda o decreto de Wellington Dias, atenderia a uma exigência de segurança jurídica com o objetivo de evitar “solução de continuidade nos contratos de obras”.

Muito rapidamente, em somente uma frase, o decreto se refere ao fato de que “o princípio da eficiência impõe a necessidade de racionalizar os gastos públicos”.

*Com informações adicionais Portal AZ


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