Quinta, 17 de outubro de 2019   -     15:51 |
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Novos tempos: Índios de Mato Grosso conseguem autorização do governo para plantar soja

Em Mato Grosso, índios de três etnias, paresi, manoki e nambikwara, deram início ao plantio de soja, após a suspensão da proibição de cultivo mecanizado em terras indígenas. Eles estão amparados por uma medida cautelar fornecida pelo Ibama, e aguardam a assinatura oficial do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), fornecidos por esse órgão, pelo Ministério Público e pela Fundação Nacional do Índio (Funai).


Para o coordenador de projetos da Coopihanama, Arnaldo Zunizakaê, os indígenas vinham plantando de forma irregular por estarem à espera do licenciamento já há cerca de sete anos. “O órgão responsável até então não tinha dado nenhum encaminhamento nesse sentido de regularizar a atividade”, diz. A liberação parcial fora feita em tempo recorde no atual governo de Jair Bolsonaro (PSL).

Da área total de 1,5 milhão de hectares da reserva indígena, apenas 1,7% é utilizado na agricultura. Todo o restante é preservado.

De acordo com Ronaldo Zokezomaike, os projetos de cultivo estão localizados em pontos estratégicos, longe de nascentes, de áreas de caça e de ocorrência de frutas. “É muito importante a sociedade saber que é um projeto sério, bem planejado, respeitando a questão ambiental, que é o nosso maior patrimônio”, afirma.


O plantio é realizado apenas com cultivares convencionais, já que o cultivo de transgênicos na aldeia permanece proibido. A produtividade média tem ficado acima de 60 sacas por hectare. Apesar de a soja ser o carro-chefe da propriedade, a soja vai perder mais da metade do espaço para culturas de segunda safra, como feijão e milho, ocupando neste ano cerca de 3.500 hectares.

O faturamento anual, de quase R$ 6 milhões, transformou a situação da aldeia, que já foi de miséria. Segundo o coordenador de projetos, a atividade trouxe muitos benefícios para a comunidade. “As aldeias parecis hoje ela é totalmente diferente de muitas...os índios que moram no cerrado paresi são alguns dos que têm a vida mais digna hoje”, diz mente hoje”, afirma Arnaldo Zunizakaê.

Fonte: Canal Rural (Uol)

Imagens: Pedro Silvestre/Canal Rural

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