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Nova planilha da Odebrecht revela esquema corrupto e complica Ciro Nogueira

Um esquema envolvendo a transportadora de valores Transnacional, que era usada pela empreiteira Odebrecht para movimentar a propina paga a políticos e agentes públicos na capital paulista, foi relevado neste domingo de páscoa (21). Segundo uma planilha divulgada pelo Estadão, o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI), chegou a receber 11 entregas através do assessor parlamentar Lourival Nery.

Ciro Nogueira usava os codinomes ‘Aquário 2’ e ‘Pequi’. As entregas feitas no próprio apartamento do assessor, em Perdizes (SP), foram avaliadas em R$ 6 milhões.

Ainda de acordo com o Estadão, uma sala comercial no terceiro andar de um prédio na Avenida Faria Lima, principal corredor financeiro de São Paulo, serviu como “bunker” para armazenar notas de dinheiro obtidas por doleiros com lojistas chineses da região da 25 de Março para a Odebrecht pagar a propina aos políticos e agentes públicos.

A planilha da transportadora Transnacional, usada pela empreiteira no esquema, mostra que R$ 15,5 milhões foram coletados no endereço e levados até a sede da empresa, na Vila Jaguara, em 37 viagens feitas entre setembro de 2014 e maio de 2015. Nos dias seguintes às retiradas de dinheiro, os valores eram entregues por policiais militares à paisana aos intermediários dos políticos em residências, escritórios e quartos de hotéis.

A mesma planilha indica que ao menos 187 entregas de dinheiro programadas pela Odebrecht foram efetivadas pela Transnacional. Os pagamentos, cujas datas, valores e senhas coincidem com as que aparecem nas planilhas do doleiro Álvaro José Novis e da própria empreiteira, estão relacionados a 57 codinomes criados pelos ex-executivos da empresa para ocultar a identidade do beneficiário final da propina. O documento obtido pela reportagem está sob sigilo por decisão do Supremo Tribunal Federal.

*Com informações adicionais do AZ

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