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Nêumanne diz que Raquel Dodge foi indicada por ministro Gilmar Mendes

O jornalista José Nêumanne Pinto afirma que a procuradora geral da república, Raquel Dodge, encaminhada ao cargo no governo de Michel Temer (MDB), é afilhada política do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. 

Nêumanne criticou a decisão de Raquel Dodge, que arquivou o pedido para que o ministro Gilmar Mendes fosse impedido de atuar em processos do ex-senador Aloysio Nunes (PSDB) e de Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, apontado como operador do PSDB. 

“A decisão da PGR de negar provimento ao pedido dos procuradores da Lava Jato de impedir que o ministro do STF Gilmar Mendes, que a indicou para o lugar ao ex-presidente Temer, para relatar habeas corpus para Paulo Vieira de Souza, mostra pela enésima vez como é praticamente impossível quebrar a inimputabilidade dos chefões da altíssima corte”, suspeita o jornalista.

Raquel Dodge Gilmar Mendes - Imagem: Estadão

Procuradores da República que integram a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba pediram para Dodge entrar com ação do STF contra Mendes, mas ela não atendeu às expectativas.

O pedido dos procuradores da Lava-Jato tinha como base a informação de que Aloysio Nunes entrou em contato com Mendes para supostamente pedir que o ministro concedesse um habeas corpus a Paulo Preto. Dodge entendeu que os elementos apresentados não comprovaram que o contato do ex-senador tenha influenciado a atuação profissional de Mendes.

No pedido de suspeição, a Lava-Jato cita contatos telefônicos feitos entre Gilmar e Aloysio dois dias antes da concessão do HC em favor de Paulo Preto, o que ocorreu no dia 13. Segundo os procuradores, a troca de mensagens começa no dia 8 fevereiro, quando o advogado Roberto Santoro, que representa Paulo Preto, havia mandado uma mensagem a Aloysio perguntando se o tucano havia conversado com o “nosso amigo”.

Para a Lava-Jato, "nosso amigo" seria uma referência ao ministro do STF.

Três dias depois, já em 11 de fevereiro, Aloysio Nunes obteve com o ex-ministro Raul Jungmann o celular que seria de Gilmar. Nessa data, a Lava-Jato sustenta que o gabinete de Gilmar ligou para o celular de Aloysio quatro vezes. 

No último contato, às 19h29, Aloysio foi contatado pelo gabinete de Gilmar numa ligação de 52 segundos. Às 19h34, Aloysio informou por mensagem a Jungmann que havia conseguido falar conseguido falar com Gilmar: “falei”, disse o tucano. Jungmann então perguntou: “E?” Aloysio retrucou: “vago, cauteloso, como não poderia ser diferente”.

*Com informações adicionais O Globo

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