Sábado, 21 de setembro de 2019   -     05:59 |
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Médicos suspendem dieta oral de Bolsonaro e vai para alimentação endovenosa

Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi submetido a passagem de sonda nasogástrica e suspenderam a dieta oral, afirmou na manhã desta quarta-feira (11) boletim médico do Hospital Vila Nova Star.

Bolsonaro está internado no centro médico desde domingo (8), quando foi submetido a uma cirurgia para correção de uma hérnia.

Na segunda-feira, a dieta de Bolsonaro passou a ser líquida. Segundo a equipe médica, a previsão inicial era que ele passasse a consumir alimentos sólidos entre terça e quarta, mas no novo boletim foi informado que isso ainda não ocorreu.

"A reintrodução da alimentação por via oral será avaliada diariamente e ocorrerá no momento oportuno".

Veja o boletim médico:

O Hospital Vila Nova Star informa que o Senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, encontra-se no terceiro dia de pós-operatório, permanece sem dor, afebril e sem disfunções orgânicas. Evoluiu há 12 horas com lentificação dos movimentos intestinais e distensão abdominal, sendo submetido a passagem de sonda nasogástrica e introdução de nutrição parenteral (endovenosa). Os exames laboratoriais encontram-se estáveis. A reintrodução da alimentação por via oral será avaliada diariamente e ocorrerá no momento oportuno. Segue com medidas de prevenção de trombose venosa profunda e realizando fisioterapia motora. Por ordem médica, o paciente segue com visitas restritas.

Direção médica responsável:

  • Dr. Antônio Luiz de Vasconcellos Macedo – Cirurgião-chefe
  • Dr. Leandro Echenique – Clínico e Cardiologista
  • Dr. Antônio Antonietto – Diretor médico do Hospital Vila Nova Star
  • Dr. Ricardo Peixoto Camarinha – Médico da Presidência da República

Na manhã de terça-feira, Macedo disse a jornalistas que orientou Bolsonaro a falar pouco e que ele deve ficar internado pelo menos até domingo.

Quatro cirurgias

Bolsonaro já passou por quatro cirurgias desde que levou uma facada em Juiz de Fora durante a campanha eleitoral.

A primeira cirurgia após a facada aconteceu no mesmo dia do atentado, em um hospital de Juiz de Fora. Cinco cirurgiões e dois anestesistas participaram da intervenção. Durante o procedimento, Bolsonaro precisou receber quatro bolsas de sangue, e teve implantada uma bolsa de colostomia.

Dias depois, em São Paulo, Bolsonaro passou por uma segunda cirurgia, onde os médicos reabriram o corte da primeira cirurgia e encontraram a obstrução em uma alça do intestino delgado, que fica na parte esquerda do abdômen.

Em janeiro de 2019, o presidente voltou ao Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para fazer a retirada da bolsa de colostomia e o ligamento do intestino.

No último domingo, Bolsonaro fez a quarta cirurgia para correção da hérnia que se formou na região da cicatriz, no abdômen.

* Com informações do G1

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