Segunda, 26 de julho de 2021   -     17:36 |

Médico afirma na CPI que tratamento precoce evitou colapso em Belém do Pará

Em mais um dia de CPI da Covid, casos do vírus em Belém do Pará foram mencionados durante os questionamentos de senadores para médicos defensores da corticoide e de tratamento precoce da doença.

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), perguntou ao médico infectologista, Francisco Eduardo Cardoso Alves, se o uso prévio de corticoides ajudou a evitar um novo colapso de saúde na capital paraense, em maio de 2020. O médico confirmou a informação e disse que a ação se deu após estudo inédito.

"Belém colapsou em maio de 2020, com situação trágica. Na época, o Dr. Zeballos,que foi pioneiro aqui no Brasil a falar de corticoides contra a Covid, junto de outros colegas, inclusive eu, passaram a seguir essa abordagem, essa transição de conhecimento aos outros colegas. Eu não tive nenhuma participação em nada do Pará, mas eu sei que vários colegas foram para o Pará tentar resolver a situação. E a instituição de um protocolo de tratamento, que inclui a corticoterapia, os casos desabaram no Pará. Desde entáo, o governador do Pará, Helder Barbalho, tem instituído protocolos de tratamento precoce para a população", ressaltou.

O médico revelou ainda que o estudo sobre os casos de Belém está em "pré-print, prestes a ser publicado em uma revista científica internacional".

PROCEDIMENTOS 

Ele afirmou na comissão que as vacinas e o tratamento precoce são terapêuticas complementares para combater doenças e atribuiu as críticas ao uso de medicamentos contra a Covid a disputas políticas.

“Essa narrativa de quem é a favor de tratamento precoce ou imediato e contra vacina faz parte da narrativa política que se instalou e está ocupando nossos hospitais para tentar criar um time. Um time que é favor do tratamento precoce que é do político A e um time que é a favor da vacina que é do político B. Isso é absolutamente nefasto e tem que ser afastado. Vacina e tratamento sempre foram terapêuticas complementares, seja para o tétano, seja para o sarampo, para a pneumonia, para influenza, seja para qualquer tipo de doença com vacina disponível. Nenhum médico em sã consciência vai falar que só concordo com isso ou com aquilo.”

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