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Enfrentamento a facções no Ceará qualifica ações de Sérgio Moro no M. da Justiça

Sergio Moro, defensor da aprovação do projeto anticrime para endurecer as leis no país, usou o Twitter nesta terça-feira (09) para avaliar seus cem dias de governo à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil.

“Já na primeira semana, surgiu a crise de segurança no Estado do Ceará. Grupos criminosos organizados se uniram para atacar alvos civis e intimidar a sociedade e o poder público. Tentaram até explodir pontes e viadutos", lembrou o ministro.

Ministro defende aprovação urgência do pacote anticrime que tramita na câmara dos deputados - Imagem: Reprodução

O Ceará registrou mais de 150 ataques de incêndios e tiros contra prédios públicos e bancos à explosão de dinamite na base de um viaduto, na primeira semana do ano.

Naquela ocasião, Moro determinou o envio de cerca de 300 homens e 30 viaturas da Força Nacional para o Ceará, além de agentes da área de inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para atuar contra a onda de violência praticada por facções criminosas no estado.

O cenário de caos surgiu como reação de facções criminosas à promessa do novo secretário da Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque, de adotar mais rigor contra entrada de celulares nos presídios e acabar com a separação de detentos diferentes a partir das facções às quais pertencem.

Facções desafiavam setores de segurança pública - Imagem: Reprodução

Para controlar a situação no curto prazo, o governo do Ceará pediu reforço. "O Governo Federal e o Governo Estadual uniram-se e agiram rápido. Enviamos a Força Nacional já no dia 04/01. Também enviamos uma força de intervenção penitenciária para vasculhar e controlar presídios. PF e PRF intensificaram seus trabalhos", ressaltou o ministro.

Autoridades estaduais afirmam que quatro facções dominavam o crime organizado e se uniram para enfrentar o poder público no Ceará: a paulista Primeiro Comando da Capital (PCC), a fluminense Comando Vermelho (CV), a cearense Guardiões do Estado (GDE) e a amazonense Família do Norte (FDN).

"Disponibilizamos vagas em presídios federais, transportamos e isolamos as lideranças das organizações criminosas. O Governo Estadual também fez um excelente trabalho" disse Moro, recordando a articulação feita para derrotar os criminosos.

"O episódio confirma que, quando as forças de segurança pública, federais e estaduais, se integram e atuam juntas não há como o crime organizado fazer frente", finalizou.

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