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Delegado vai apurar se houve favorecimento a deputado na central de flagrantes

Informações seguras do meio policial garantem que Luccy Keiko, delegado geral da polícia civil do Piauí, vai determinar investigação para descobrir porquê os plantonistas da Central de Flagrantes de Teresina teriam evitado autuar e prender o deputado estadual maranhense Fábio Macedo (PDT). 

O parlamentar foi conduzido à central na madrugada de sábado (09) depois de agredir um integrante da banda do Léo Cachorrão, no bar de baladas Bendito, na zona leste. 

Enquanto era detido acusado dos crimes de desacato e lesão corporal, Fábio Macedo, que é filho do empresário Dedé Macedo, amigo querido do governador Flávio Dino (PCdoB), fez a seguinte ameaça a um policial: “Sou deputado, sou rico, aí vai morrer gente, a gente mata gente. Vocês são polícia, né? A gente mata gente.” Ouça o áudio:

O jornalista Arimatéia Azevedo, em sua coluna do dia 10 de março de 2019, no Portal AZ, publicou que, “estranhamente, entretanto, o delegado de plantão não autuou o deputado por desacato, que está bem claro no áudio, cuja pena, isoladamente, é de até dois anos, o suficiente para caracterizar a necessidade do inquérito policial”. 

Ao jornal O Estadão, o secretário de Segurança Pública de Piauí, coronel Rubens Pereira, afirmou ter recebido uma ligação do presidente da Assembleia do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), que pediu desculpas em nome da Casa. “Adotamos os procedimentos que a lei nos permite como a qualquer outro cidadão, sem distinção ou privilégio ou retaliação em função do cargo que ele ocupa”.

“De nossa parte e dos policiais do Piauí, nenhum ressentimento ou mau juízo dos que honrosamente integram o Parlamento maranhense”, disse o secretário.

O deputado se manifestou nas redes sociais:

“Aos maranhenses que me elegeram e confiaram como seu representante, peço as mais sinceras desculpas por meu descontrole emocional na última madrugada, onde após o consumo de bebidas alcoólicas, associadas ao uso de medicações para tratamento de saúde, me envolvi em uma confusão em um bar na cidade de Teresina. Há anos enfrento problemas de depressão e alcoolismo e no momento da confusão estava sem o controle de minhas faculdades mentais e em estado total de embriaguez. Sei que nada justifica minhas atitudes e como homem que sou, assumirei todas as responsabilidade legais e morais. Também peço desculpas à Corporação da Polícia de Teresina, a quem muito respeito e admiro o trabalho e também ao cantor Léo Cachorrão.

Chegar a este momento é muito difícil e até doloroso, mas a verdade deve ser dita, não para me justificar ou fugir das responsabilidades, mas para que possam entender o que tenho passado nos últimos anos. Depois da realização de uma cirurgia bariátrica, a qual fui submetido para a retirada de um balão gástrico, que estava me causando várias complicações de saúde, tive novamente uma recaída na depressão, algo com que convivi parte da minha vida e que pensei ter sido superado por completo. Além da depressão, passei a ter problemas com alcoolismo, meu organismo não consegue mais processar o consumo de bebidas corretamente, qualquer quantidade faz com que logo eu perca a razão e o controle emocional, algo que trouxe um peso enorme para minha vida, assim como meus pais, irmãos, esposa e filhos, que todo este tempo tem lutado ao meu lado, me dando forças para continuar seguindo. Infelizmente nos últimos dias tive sucessivas recaídas, algo que não me orgulho. O alcoolismo, assim como a depressão, infelizmente, são doenças graves, desta forma me comprometo em continuar com o tratamento de saúde para superar essa condição”.

Foto de destaque: Reprodução/Jailson Soares/ODIA) 


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