Quarta, 30 de setembro de 2020   -     18:11 |

Ciro Nogueira defendeu empréstimos no governo de Wellington Dias; hoje critica

O senador Ciro Nogueira (Progressistas) foi um dos principais defensores e articuladores dos recentes empréstimos milionários contraídos na Caixa Econômica Federal pelo governo de Wellington Dias (PT). 

Em 2018, quando inciaram os debates em torno de um novo financiamento, ele fazia parte da gestão petista. Agora, fora da base, critica seu ex-colega e diz que os contratos firmados, com votos de deputados de seu partido, o Progressista, levarão o Estado à falência financeira. 

Quando o governo piauiense começou a se mover com a matéria no Assembleia Legislativa, Ciro comandou os deputados do Progressista para aprovar, sem embaraços, a pauta de Wellington Dias. 

Ele chegou a criticar a oposição que, naquele momento, tentava impedir, sob argumentos da ausência de prestações de contas de gastos anteriores, a nova dívida de R$ 600 milhões do executivo junto ao banco.  

Além de defender publicamente o empréstimo, o senador insinuou que os grupo políticos antagônicos estavam atuando para supostamente tentar evitar que os recursos dos empréstimos fossem liberados para o Piauí. Faz pouco tempo.

ASSISTA À ENTREVISTA CONCEDIDA À TV CIDADE VERDE (2018)

O NOVO CIRO NOGUEIRA (2020)

Agora, fora da base de governo, o senador usou as redes sociais para adiantar a informação de que o Piauí foi o único estado do Brasil a ser rebaixado na sua capacidade de pagamento, caindo da nota B para a nota C, conforme relatório da Secretaria do Tesouro Nacional. 

Contundente, Ciro criticou o governo de Wellington Dias (PT) e explicou que isso significa que o estado não pode mais pegar empréstimos, pois não tem como pagar as suas dívidas. “O atual governo endividou demais o nosso estado. São mais de R$ 2,6 bilhões em empréstimos entre 2016 e 2019. E isso sem nenhuma obra estruturante que gerasse emprego e renda”, disse.

O líder nacional do Progressista alertou que o Piauí está muito próximo de um cenário de quebra das finanças. “Gravo esse vídeo como um alerta, cumprindo meu papel de fiscalizar os gastos deste governo. Papel que continuarei cumprindo”.

Na verdade, o alerta é sobre 2022. 

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