Segunda, 23 de novembro de 2020   -     16:57 |

Após comemoração antecipada, candidata perde por oito votos e tenta impugnar urna no Piauí

Foto: Reprodução

A candidata à prefeitura de Água Branca derrotada nas urnas no último domingo (15), Margareth do Zito (Republicanos), pediu à Justiça que a urna da seção eleitoral nº 108 seja impugnada e que os votos sejam anulados. A ação argumenta que a seção não entregou documentos essenciais ao fim da apuração.

A disputa pela prefeitura de Água Branca foi apertada. O prefeito Júnior Ribeiro (PSD) foi reeleito com 6104 votos (49,71%). Margareth do Zito, que ficou em segundo lugar, recebeu 6096 votos (49,65%). A diferença entre os dois foi de apenas oito votos. Havia ainda um terceiro candidato, Jl Parabólica (PSOL), que recebeu 78 votos (0,64%).


Segundo Aislan Alves, advogado do prefeito Júnior Ribeiro, a eleição foi decidida na última urna. “Até a penúltima urna, a candidata Margareth estava vencendo por uma diferença de 8 votos. Quando saiu a última urna, o resultado virou. A vitória foi nos '45 do segundo tempo'”, contou.

Ainda segundo o advogado, apoiadores da campanha da candidata Margareth começaram a comemoração antes do final da apuração, e passaram diante da casa do prefeito com carros de som tocando o jingle de campanha da candidata.

Ação de impugnação
Nesta terça-feira (17), a candidata Margareth do Zito pediu a impugnação da Seção Eleitoral nº 108. Na ação, a candidata argumenta que após o encerramento da votação e o encaminhamento das mídias para a junta eleitoral da 52ª Zona Eleitoral, foi expedida uma certidão informando a inexistência de documentos essenciais da seção eleitoral nº 108.

A certidão, anexada à ação, informa que não foram apresentados os seguintes documentos na seção eleitoral nº 108:

2 Vias obrigatórias do Boletim de Urna (BU)
1 via obrigatória do Boletim de Justificativa (BJ)
1 via do boletim de identificação dos mesários (BIM)
Formulários de identificação de pessoa com deficiência

Diante disso, a candidata pede que seja feita uma auditoria e perícia na urna da seção 108 para que se investigue se há alguma irregularidade no equipamento; que seja feita a recontagem dos votos da urna e comparação do resultado divulgado pela Justiça Eleitoral; e que a urna seja impugnada, e os votos anulados.

O cartório eleitoral informou que o Ministério Público ainda vai analisar o pedido e decidir se o caso será encaminhado à Justiça Eleitoral.


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