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Urgente: Polícia Federal deflagra Operação Grande Família no Piauí

A Polícia Federal deflagrou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (15) a Operação Grande Família com o objetivo de dar cumprimento a mandados de prisão e de busca e apreensão no estado do Piauí e Maranhão relacionados a crimes contra a Previdência Social.

As ações dos agentes tiveram início por volta das 5:30 da manhã para prender suspeitos de fraudar documentos para obtenção de benefícios previdenciários e desarticular uma organização criminosa especializada em criar mecanismos de fraudes para aposentadorias por idade, por tempo de contribuição e pensões por morte.


Segundo a PF, a quadrilha é formada por estelionatários e servidores públicos do INSS. Eles falsificavam documentos em nome dos beneficiários falecidos, abriram contas bancárias e depois transferiam os benefícios.

As investigações tiveram início em 2018, a partir de Relatórios produzidos pela Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia – órgão integrante da Força tarefa Previdenciária – que apontaram irregularidades em transferências de benefícios previdenciários do Maranhão para o Piauí.

Novos Dados

Em nota, a Polícia Federal informou que 125 policiais dos estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco deram cumprimento a 31 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva, expedidos pela 3ª Vara da Seção Judiciária Federal de Teresina.

Confira a nota na íntegra: 

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta- feira (15/05) a Operação GRANDE FAMÍLIA visando desarticular quadrilha especializada no recebimento de benefícios previdenciários de segurados falecidos.

Cerca de 125 policiais federais dos Estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco deram cumprimento a 31 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva expedidos pela 3ª Vara da Seção Judiciária Federal em Teresina. 

Os mandados estão sendo cumpridos nos estados do Piauí e Maranhão.

As investigações tiveram início em 2018, a partir de Relatórios produzidos pela Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia – órgão integrante da Força tarefa Previdenciária – que apontaram irregularidades em transferências de benefícios previdenciários do Maranhão para o Piauí.

A quadrilha, formada por estelionatários e servidores públicos, falsificava documentos em nome dos beneficiários falecidos, abria contas bancárias e, posteriormente, servidores do INSS integrantes da quadrilha transferiam os benefícios do Estado do Maranhão para Teresina. 639 benefícios previdenciários fraudados foram identificados no curso da investigação.

A Justiça Federal determinou a imediata suspensão destes benefícios, medida que evitará um prejuízo futuro estimado em R$ 80 milhões. Também determinou a apreensão de veículos, o bloqueio das contas bancárias dos presos e a suspensão do exercício da função pública para os servidores do INSS.

Os investigados deverão responder pelos crimes de associação criminosa (artigo 288 do CPB), estelionato qualificado (artigo 171, § 3º, do CPB), falsidade ideológica (artigo 299 do CPB), uso de documento falso (artigo 304 do CPB), corrupção passiva (artigo 317, §1º, do CPB) e corrupção ativa (artigo 333, p. u., do CPB). Será concedida entrevista coletiva hoje, às 10hs, no auditório da Superintendência Regional da Polícia Federal em Teresina. ** O nome da Operação decorre do fato de 07 presos pertencerem a uma única família.


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