Quinta, 17 de outubro de 2019   -     15:35 |
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Travesti assassinada a tiros lutava em defesa da cidadania de Travestis e Transexuais

 Foto: Arquivo Pessoal

A morte da cabeleireira Paola Araújo, 31 anos, foi o primeiro caso de transfobia registrado em Teresina em 2019. O Núcleo de Feminicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o assassinato da travesti Paola, que causou grande comoção na região do bairro Porto Alegre, na zona Sul de Teresina. Nas redes sociais, várias  pessoas lamentaram a morte da travesti. 

Paola Araújo foi assassinada a tiros na noite de domingo (06) quando trabalhava em um ponto de prostituição na BR-316, na região bairro Porto Alegre. A polícia ainda não divulgou detalhes sobre a investigação e não se sabe a real motivação do crime. Até o momento ninguém foi preso.

Paola era envolvida em diversas ações de promoção e defesa da cidadania de Travestis e Transexuais no Piauí. Ela participava dos movimentos contra a discriminação e sempre foi uma mulher ativista.

"Paola guerreira, deixa aqui um grande legado de enfrentamento as situações de preconceito e discriminação, que encontrou no seu caminho, teve sua vida ceifada de forma brutal, com tiros de arma de fogo, em um país onde a expectativa de vida de Travestis e Transexuais é de 35 anos, que recolhem livros, cortam verbas da educação e liberam o porte legal de armas, está é a nossa realidade atualmente. Vá em Paz Paola, com a certeza que seremos Resistência, estaremos aqui lutando para que os culpados pela sua morte, sejam punidos na forma da lei", postou uma amiga de Paola.

 * Com informações do Piauí Hoje

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