Segunda, 22 de julho de 2019   -     18:12 |
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Polícia apura suspeita de 'racha' em acidente que matou jovem na Av. Raul Lopes

 Foto: Reprodução/ Redes sociais 

A delegada Fernanda Paiva, da Delegacia de Repressão aos Acidentes de Trânsito, aguarda resultado de uma perícia de imagens de câmeras de segurança sobre o acidente ocorrido na terça-feira (2) na Avenida Raul Lopes, que deixou uma pessoa morta. Segundo ela, um dos questionamentos feito aos peritos é sobre se um “racha”, uma competição entre veículos, teria causado o acidente. O G1 tentou, mas não conseguiu contato com o sobrevivente do acidente.

A delegada explicou ao G1 que obteve imagens do momento em que o carro passa em um trecho da Avenida Raul Lopes, Zona Leste de Teresina, antes do acidente, e aparenta estar em alta velocidade, segundo ela. Além disso, ele é seguido por outros veículos que também passam muito rápido pelo local.

“No vídeo há vários carros e, para mim, pelo que eu consigo ver, eles estão em alta velocidade. Mas é preciso que a perícia determine que velocidade era essa. A gente vê no vídeo que tem outros carros que também estão tão rápidos quanto ele. Uma das perguntas que enviei à perícia é se podemos afirmar que estavam fazendo uma ‘competição’”, explicou.

Ela disse ainda que um outro carro passa pelo local logo atrás em velocidade "normal", o que serviu de comparação e levantou a suspeita.

Ação é crime

O ato de "participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística ou ainda de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor, não autorizada pela autoridade competente, gerando situação de risco à incolumidade pública ou privada" é crime de trânsito previsto no artigo 308 do Código de Trânsito Brasileiro.

A pena prevista é de detenção, de seis meses a três anos, multa e suspensão, ou proibição de se obter a permissão, ou a habilitação para dirigir. A pena pode aumentar, variando de cinco a dez anos, caso resulte em morte.

Quem dirigia o veículo, segundo a polícia, era o empresário Junno Pinheiro. Seu primo, o arquiteto João Vitor Campos, morreu no local, no instante da colisão do veículo com uma banca de revistas que ficava sob a Ponte Estaiada e ficou completamente destruída, assim como o carro.

A delegada informou que Junno foi resgatado no momento do acidente consciente e gritando muito, de acordo com relato dos bombeiros.

Ela disse ainda que ouvirá os bombeiros que atenderam a ocorrência, porque soube que havia recipientes no veículo que poderiam ser de bebida alcoólica. Serão ouvidos também profissionais do Samu e do HUT, assim como os relatórios e prontuários de atendimento.

Mãe de vítima buscou a delegacia e pediu “Justiça”

A família do jovem que morreu na colisão já prestou depoimento. A mãe de João Vitor, segundo relatou a delegada, teria “pressentido” a morte do filho e está inconformada com a morte do rapaz.

“Ela veio até a delegacia e pediu que a Justiça seja feita. No dia do acidente ela estava sempre em contato com ele e disse que acordou por volta das 2h da madrugada com um sentimento ruim, justamente próximo à hora do acidente [Bombeiros foram acionados às 2h30]. Horas depois ela foi até a festa onde o rapaz estava antes do acidente e às 5h foi informada por familiares que o filho havia morrido”, declarou.

* Com informações do G1 PI

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