Domingo, 18 de agosto de 2019   -     06:26 |
5000onon

PM-PI ainda não expulsou assassino de Camilla Abreu

Resultado de imagem para CAPITÃO alisson
 Allisson Wattson da Silva Nascimento (Foto: Reprodução)

Omissão, negligência ou corporativismo? Uma semana depois de protocolado – o carimbo de recebimento foi assinado por Guilherme Tarso Sousa, no dia 1º de março de 2019 - o Comando Geral da Polícia Militar ainda não se manifestou sobre a determinação do Pleno do Tribunal de Justiça do Piauí, que decretou a perda do posto e da patente militar do capitão Allisson Wattson da Silva Nascimento, réu cofeso da morte da namorada, Camilla Abreu, em 2017.

“Eu ainda não recebi a notificação”, comentou o coronel Lindomar Castilho, comandante-geral da PM-PI, sobre a demora em cumprir o acordão e expulsar o capitão da corporação.

“Até ontem, no final do expediente, não havia chegado nada, mas quando chegar aqui e o que for determinado pela Justiça vamos cumprir em um minuto. Vamos encaminhar ele [Alisson Wattson] ao secretário [de Justiça] Daniel [Oliveira] para apresentá-lo ao sistema prisional comum e mandar a cópia para o governador assinar a exoneração do cargo. A partir disso, será encaminhado para a Administração para que ele seja retirado da folha de pagamento”, assegurou Lindomar Castilho

Allisson Wattson vai a Juri Popular por femínicídio - e outras qualificadoras – cometido contra a estudante de Direito, Camilla Abreu, morta com tiros de pistola .40 no dia 26 de outubro de 2017, dentro do carro do oficial.

Mandando de Notificação

No dia 1º de março, Lindomar Castilho foi intimado a se manifestar sobre o cumprimento do Acordão nº375976. Em decisão unânime, o Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí determinou a expulsão do capitão Allisson Wattson da Silva Nascimento dos quadros da Polícia Militar.

O desembargador José Francisco do Nascimento ordenou a notificação do comandante com base no acordão do TJ-PI: “Ante o exposto, em consonância com o Parecer do Ministério Público e do Conselho de Justificação, julgo procedente a Representação, para declarar que o representado é indigno para o oficialato e, por conseguinte, decretar a perda do posto e da patente militar", a parte final da decisão, anexada ao mandado de notificação ainda não cumprido pelo comando da PM.

O capitão virou réu na Justiça depois que a juíza de direito Maria Zilmar Coutinho Leal, da 2º Vara do Tribunal do Júri, recebeu denúncia do Ministério Público. Em abril de 2018, a juíza decidiu que o capitão deve ir a Júri Popular pela morte da namorada.

Mandado de Notificação do TJ-PI 

* Com informações do TJ-PI 

Dê sua opinião: