Terça, 28 de janeiro de 2020   -     08:26 |
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Motorista de aplicativo é preso suspeito de integrar grupo de estelionato em Teresina

Um motorista de aplicativo e outra pessoa não identificada foram presas nessa quarta-feira (11) suspeitas de integrar um grupo criminoso que aplicava golpes por sites e aplicativos de compras. A polícia estima que o grupo tenha obtido cerca de R$ 100 mil com os golpes. Uma mulher, identificada pela Polícia Civil como Evitha Kelly Silva Benício, já havia sido presa preventivamente no dia 25 de novembro deste ano, suspeita de fazer parte do grupo.

As prisões aconteceram em Teresina pela Operação Péssimo Negócio. Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos dois mandados de prisão nessa quarta contra suspeitos de estelionato e associação criminosa. As duas pessoas foram presas nas Zonas Norte e Sul de Teresina. 

Um deles era um motorista de aplicativos que, segundo a polícia, recolhia os produtos que eram obtidos por meio dos golpes. A outra pessoa seria responsável por emitir falsos comprovantes de pagamentos para enganar as vítimas.

Como funcionava o esquema 

Foto: Lucas Marreiros/G1

A mulher presa em novembro, de acordo com o delegado titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Internet (DRCI), José Anchieta Nery, se aproveitava de informações disponíveis nos perfis profissionais das vítimas – em geral pessoas conhecidas e com boa reputação, como médicos, dentistas e advogados nas redes sociais, como fotos e dados pessoais, para se passar por clientes nos sites de compra e venda.

Dessa forma, garantiam credibilidade diante dos vendedores. Eles negociavam principalmente produtos de alto valor, como smartphones, televisores e smartwatches. Depois, enviavam um comprovante de transferência bancária falso, as vítimas acreditavam e entregavam o produto

"Depois que enviava o comprovante, algumas pessoas chegavam a conferir a conta bancária, mas ela dizia que a transferência era demorada mesmo, e as vítimas acabavam acreditando. Quando ela ia receber, dizia ser funcionária ou até sobrinha da pessoa que tinha entrado em contato. Acreditamos que eles vinham aplicando esse golpe desde o início do ano", disse o delegado Anchieta Nery.

* Com informações do G1 PI


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