Quarta, 15 de julho de 2020   -     08:00 |

Coluna Coluna Feitosa Costa

Usando hidroxicloroquina, hospital de Brejo-MA recupera paciente hipertenso de 87 anos

O hospital municipal Antenor Vieira de Moraes de Brejo Maranhão-MA recuperou o 4º paciente infectado por covid-19 com uso de protocolo à base de hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina e corticoides.

Desta vez, trata-se de um idoso hipertenso, de 87 anos idade, que permaneceu por apenas dez dias na ala hospitalar de isolamento do coronavírus.

A recuperação de pacientes tem se tornado frequente, com aplicação de doses dos medicamentos nas fases iniciais da doença, depois que o médico Zé Filho Santos, diretor do Hospital, resolveu adotar o mesmo protocolo disponibilizado no Brasil pela Doutora Marina Bucar Barjud, que também evitou a internação de pessoas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) de Floriano Piauí.

Situado a 330 quilômetros de São Luís, na divisa com as cidades piauienses de Porto e Matias Olímpio, no baixo parnaíba, o município de Brejo, apesar dos poucos recursos disponíveis, têm obtido resultados positivos no enfrentamento à doença.

Os serviços são executados por equipes multidisciplinares, coordenadas pelo Dr. Zé Filho Santos, que abrem mão de seus familiares para ajudar a salvar vidas na pacata cidade de 37 mil habitantes. 

Pessoas que haviam sido internadas, em decorrência do vírus, agora estão sendo encaminhadas para continuar o tratamento sob monitoramento em casa, seguindo métodos do protocolo e orientações médicas.

PRIMEIROS CASOS EM FLORIANO-PI

Seguindo protocolos sob orientação da conterrânea Doutora Marina Bucar Barjud, que mora em Madri, coordenadora científica da Universidade de Zaragoza, na Espanha, médicos de Floriano estão salvando pacientes do coronavírus com aplicação de um eficiente coquetel à base de hidroxicloroquina, azitromicina e corticóides.

Os jornalistas Feitosa Costa e Francisco Barbosa revelaram nesta semana, em 1ª mão, que os pacientes deram entrada com sintomas da doença e foram submetidos aos procedimentos nas fases I (infecciosa) IIA (inflamatória sem hipóxia). Conforme o oncologista Sabas Vieira, com rápida evolução positiva dos quadros clínicos após aplicação dos remédios, nenhuma das pessoas precisaram ser internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Com relevado por esta coluna, a médica Marina Bucar Barjud, também de Floriano, uma das mentoras do protocolo, tratou mais de 600 pacientes em Madrid, onde a taxa de mortalidade por Covid-19, a partir dos mesmos procedimentos, caiu de 20% para 1,8%.

AVANÇO 

Após vários dias de debates, estudos e aprimoramento, com apoio de classes científicas e médias, o Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (20) o novo protocolo que libera, no Sistema Único de Saúde (SUS), a utilização da cloroquina para casos leves e graves de Covid-19.

A mudança era defendida pelo presidente Jair Bolsonaro desde quando as primeiras pesquisas surgiram com resultados positivos obtidos através do medicamento no combate ao coronavírus.

Com a nova regra, o Brasil se junta a países como Espanha, Itália, EUA e Reino Unido que já utilizam o fármaco para combater a doença, mesmo em suas fases iniciais. O novo protocolo mantém a necessidade de o paciente autorizar o uso da medicação.

De acordo com o novo protocolo, os pacientes com Covid-19 em grau leve serão tratados com a Cloroquina, na dosagem de 450 miligramas, ou com o Sulfato de Hidroxicloroquina, na dosagem de 400 miligramas, a cada intervalo de 12 horas no primeiro dia e a cada 24 horas do segundo ao quinto dia.

Além dos antimaláricos, deverá ser receitado o antibiótico Azitromicina, aplicado na dosagem de 500 miligramas, apenas uma vez por dia durante os cinco primeiros dias do tratamento.

O protocolo ressalta que a utilização do medicamento só deve ser feita após avaliação médica, com realização dos exames e testes necessários.

Esta Matéria é assinada pelos Jornalistas Feitosa Costa e Francisco Barbosa

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