Sexta, 07 de agosto de 2020   -     01:16 |

Coluna Coluna Feitosa Costa

Prefeito de Bacabal contrata empresa da construção civil por R$ 785 mil para fornecimento de testes da Covid-19

O prefeito Edvan Brandão (PDT) de Bacabal do Maranhão usou recursos federais para contratar por R$ 785 mil (setecentos e oitenta e cinco mil reais) uma empresa do segmento de construção civil para fornecimento de testes de detecção do novo coronavírus na população.

Consta que a empresa Catho Gerenciamento Técnico de Obras e Serviços Ltda ganhou o contrato milionário para o suposto fornecimento do material com dinheiro do Sistema Único de Saúde (SUS). A negociação suspeita foi realizada por dispensa de licitação (0070/20), conforme nota empenho Nº 529001, publicada no dia 29 de maio deste ano.


Chama atenção o fato de a empresa Catho Gerenciamento ter sede registrada, conforme alvará da prefeitura, a 250 quilômetros, na Rua São Pantaleão, Nº 1175, centro de São Luis, capital do Maranhão. No entanto, imagens obtidas por este Portal revelam apenas um pequeno prédio residencial, com aspectos de abandono, no local indicado.

INVESTIGAÇÃO

O Ministério Público Federal (MPF), em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), Polícia Federal (PF), Polícia Civil e a Câmara Municipal dos Vereadores, deve instaurar inquérito para investigar os  indícios de fraudes nos atos contratuais para desvendar a verdadeira aplicação do dinheiro público da área da saúde na gestão de Edvan Brandão.

Em meio à disparada de pessoas contaminadas e de óbitos decorrentes da pandemia do novo coronavírus, é importante esclarecer os fatos, principalmente, por se tratar de período pré-eleitoral, em que alguns gestores maliciosos costumam fraudar documentos para receber propina de empresários.


CADEIA PARA OS CANALHAS

Para se ter uma ideia, chega a quase R$ 1,5 bilhão o valor de contratos investigados pelas polícias Federal e Civil e pelo Ministério Público nos estados brasileiros, por indícios de fraudes em compras e contratos assinados para enfrentar a doença.

Secretários de saúde e até prefeitos já foram presos, e governadores investigados, após a descobertas de suas artimanhas com dinheiro público.  

Conforme o Jornal Estado de Minas, a soma dos valores suspeitos, R$ 1,48 bilhão , mais de 13 vezes superior ao rombo atribuído à máfia dos sanguessugas, nome dado ao esquema de compra superfaturada de ambulâncias, descoberto em 2006, que movimentou R$ 110 milhões.

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