Sexta, 15 de novembro de 2019   -     04:39 |
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Perito não descobre causa da morte de músico encontrado com o pênis arrancado e a cabeça queimada em Porto Piauí

O laudo de exame pericial emitido no dia 26 de outubro deste ano pelo Instituto de Medicina Legal (IML) não revela às causas da morte do músico Girleno Alves de Sousa, 41 anos, integrante da Banda Municipal da cidade de Porto, que teve o corpo encontrado com o pênis decepado e a cabeça queimada, em um matagal do povoado malhada grande, zona rural de Campo Largo do Piauí. 

Consta no despacho assinado pelo médico legista Joaquim José Marques da Silva que o corpo de Girleno fora transportado para o necrotério de Teresina em 21 de setembro e que, naquela data, quando os restos cadáveres foram recolhidos, não havia documentação de identificação e nem familiares reivindicando o seu paradeiro. 

O legista descreve que o corpo estava em estado avançado de putrefação, trajando uma cueca com coloração enegrecida decorrente dos fluídos corpóreos (chorume), com parte da pele arrancada, supostamente, por roedores, aves de rapina ou insetos.

No entanto, o laudo não aponta indícios da causa da morte do músico. Os peritos justificam a impossibilidade de conclusão devido ao estado de decomposição do corpo por exposição aos efeitos da natureza e sinais de mutilação praticados, supostamente, por animais. 

O documento confirma que o pênis de Girleno fora encontrado arrancado de seu corpo (retirada traumática), ficando porção proximal do órgão genital com aspecto serrilhado e irregulares, não descartando a possibilidade de ter sido provocado por animais de rapina ou mesmo por ação humana.

Investigação policial

Girleno morava em Porto (município a 170 quilômetros ao norte de Teresina), estava separado e, segundo consta, tinha um relacionamento com uma mulher mais ou menos comprometida.

A polícia trabalha com duas hipóteses para determinar a motivação do crime: Crime passional ou “queima de arquivo”. A primeira hipótese, consoante informação de uma fonte policial, é mais provável, a partir do local em que foi encontrada a sua moto.

Na falta de dados convincentes via trabalho pericial, que "não teve" a possibilidade de apontar como Girleno morreu, a quebra do sigilo telefônico da vítima pode ser a saída mais segura para coleta de informações que possam levar os investigadores aos criminosos.

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