Quinta, 17 de outubro de 2019   -     15:53 |
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Coluna Coluna Feitosa Costa

Grupo comandado por Margarete Coelho toma decisões que protegem facções criminosas

O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados Federais que estuda mudanças na legislação penal e processual penal, sob o comando de Margarete Coelho (PP-PI), do Centrão, rejeitou ontem (18) várias medidas importantes propostas por Sergio Moro para combater as facções.

Os asquerosos trechos da decisão vão de encontro à vontade da maioria esmagadora da população e enterram as principais iniciativas de combate à criminalidade do projeto anticrime proposto pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública do governo.

Para se ter uma ideia do retrocesso, entre outras questionáveis alterações, presos ligados a facções nas penitenciárias não terão as penas aumentadas, como previa a proposta de Sergio Moro. 

O grupo liderado por Margarete Coelho derrubou também a possibilidade de gravar as conversas de advogados com advogados, por autorização da Justiça.

Pior ainda, impede a instalação de câmeras em locais públicos, para investigar uma suspeita, sem autorização judicial. Uma conversa gravada sem crivo do juiz não poderá ser usada para acusar alguém, só para defender.

O crime organizado agradece. 

EXCLUSIVAS

Olha ele, aí

O deputado Franzé Silva, que havia retirado pré-candidatura em reunião petista, agora já se movimenta mesmo no sentido de disputar a prefeitura de Teresina pelo Partido dos Trabalhadores (PT). 

Isolamento social 

Os moradores de Santa Teresa, importantíssima comunidade rural de Teresina, vivem há décadas isolados do mundo digital. 

É que a torre de telefonia do povoado, há muito tempo reclamada, nunca foi instalada. 

Pianinho

O ex-ministro da saúde, Ricardo Barros, que andou fazendo umas críticas à política do governo de Bolsonaro, na Rádio Jovem Pan, foi obrigado a desfazer o que disse porque o Progressista tá “comendo umas paradinhas” e o discurso dele desagradava. 

Coelho do Centrão

Repercutiu nos bastidores em Brasília críticas de Margarete Coelho, do Centrão, às políticas do governo de Bolsonaro.

É que ela acabara de indicar a Superintendência do IBAMA. 

Barco furado

Integrantes do grupo político de Heli Moura Fé não ficaram felizes com uma suposta escolha de Ziza Carvalho para disputar a prefeitura de Simplício Mendes.

No entendimento deles, o candidato não decola.

Sessão terror

Com manobras de Rodrigo Maia, em menos de 24 horas, deputados do centrão criaram verdadeiras fontes de corrupção com mudanças na legislação eleitoral do Brasil. 

Mais retrocesso

Por 249 votos a 164, a Câmara aprovou o uso de dinheiro do fundão eleitoral para pagamento de advogados e contadores nas campanhas políticas.

Abrindo as porteiras

Os deputados também permitiram, na proposta que flexibiliza o uso do fundo e da prestação de contas, votado de forma fatiada, que essa despesa extrapole o limite de gastos de campanha.

É brincadeira, só pode ser

A Câmara também acabou com multas aplicadas a partidos por contribuições irregulares de seus servidores. O texto foi aprovado com 251 votos favoráveis, 146 contrários e uma abstenção.

Pista livre para a corrupção

A turma desenfreada também aprovou uma regra que afrouxa a aplicação da Lei da Ficha Limpa. O texto impede que uma condenação em segunda instância após o registro de candidatura barre a posse do candidato eleito.

Eles não têm limite

Os deputados aprovaram ainda, com 243 votos favoráveis, 165 contrários e 2 abstenções, o uso do fundo eleitoral para partidos comprarem, construírem ou reformarem de sedes.

“É o seu dinheiro abastecendo a especulação imobiliária”, comentou o jornalista Igor Gadelha.

Aí é demais

Aprovaram o uso de dinheiro do fundão eleitoral para pagamento de multas aplicadas pela Justiça Eleitoral em irregularidades de campanhas.

Tudo isso em apenas um dia.

Só resta uma saída

Bolsonaro tem 15 dias para decidir se veta ou sanciona esse asqueroso projeto que legaliza os mais abomináveis crimes de corrupção na política, aprovado pelo Congresso Nacional. 

Na verdade, o presidente só tem uma opção: Vetar, pelo bem do povo brasileiro. 

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