Quarta, 26 de fevereiro de 2020   -     14:02 |
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Coluna Coluna Feitosa Costa

Gravações de conversas relevam esquema de entrega de propina à assessor de Ciro Nogueira, diz PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) utilizou conversas gravadas por operadores de uma transportadora para reforçar a denúncia de corrupção e lavagem de dinheiro oferecida contra o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Conforme apurou o site O Antagonista, "os diálogos do Skype indicam entrega de suposta propina em um apartamento alugado por um assessor do PP em São Paulo". Ao todo, quatro funcionários da Transnacional, transportadora de valores, confirmaram diversas entregas feitas em imóvel alugado por Lourival Nery Júnior no bairro de Perdizes, em São Paulo.

Segundo a denúncia, dos R$ 7,3 milhões, efetivados em 14 entregas, 12 teriam sido por intermédio de Lourival, no valor de R$ 6 milhões. À PF, Nery Júnior confirmou que alugou o imóvel, mas negou o recebimento de propina.

“As versões registradas nos sistemas (pagamentos de propina com uso de senhas e codinomes), contemporâneas aos fatos, provam-se não como fantasia do Ministério Público Federal, mas como realidades evidentes”, afirma a Lava Jato.


A PGR incluiu ainda planilhas, passagens aéreas e outros dados para mostrar a relação do assessor de Ciro com os operadores da Odebrecht.

O Jornal Estado de São Paulo apurou que os funcionários da transportadora de dinheiro prestaram depoimento em que não apenas reconheceram o local das entregas, mas também o rosto do assessor. Para tanto, foram exibidas nove fotografias de pessoas diferentes, e o funcionário marcou um ‘x’ naquela em que ele reconheceu Lourival.




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