Sexta, 10 de julho de 2020   -     03:55 |

Coluna Coluna Feitosa Costa

Exclusivo: Servidores do grupo de risco para covid-19 continuam trabalhando em unidades de saúde de Teresina

Na contramão de protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS), que orientam para o isolamento imediato de grupos de risco de contágio do novo coronavírus, uma portaria da Fundação Municipal de Saúde de Teresina, capital do Piauí, indica que pessoas com doenças pré-existentes continuam trabalhando nas UPAs, postos de atendimento e hospitais.

Conforme denúncias de trabalhadores, o documento Nº 86/2020, publicado e assinado pelo diretor Manoel de Moura Neto, em 14 de abril (veja abaixo), que determina uma série de ações administrativas para que servidores possam ser afastados ou não da linha de frente de prevenção à covid-19, tem gerado pânico para quem aguarda o deferimento de medidas acumuladas no departamento de Recursos Humanos (RH).

Consta que, enquanto esperam a avaliação dos pedidos de afastamento, por risco de infecção e complicações em saúde, profissionais cardiopatas, asmáticas e diabéticas permanecem nos setores de alta complexidade hospitalar durante o enfrentamento ao novo coronavírus. Há casos em que servidores tiveram que retornar às atividades depois de informados que não sofrem de doenças “severas”, uma classificação feita pela própria Fundação Municipal.

A Portaria aponta que os atestados médicos são recebidos exclusivamente por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e, posteriormente, encaminhados ao setor de Recursos Humanos (RH) da Fundação.

Ocorre que esse processo de atestado de vulnerabilidade, segundo consta, causa uma demora muito grande no despacho, fazendo com que profissionais permaneçam sob sérios riscos de contágio do vírus em locais que recebem pacientes infectados de todo o Estado.


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