Quinta, 24 de setembro de 2020   -     21:19 |

Coluna Coluna Feitosa Costa

Hospital de Brejo aplica protocolo de hidroxicloroquina e recupera pacientes da Covid-19

Com a adoção do protocolo à base de hidroxicloroquina, cloroquina, azitromicina e corticoides, disponibilizado no Brasil pela Doutora Marina Bucar Barjud, o município de Brejo do Maranhão, a 330 quilômetros de São Luís, na divisa com as cidades piauienses de Porto e Matias Olímpio, no baixo parnaíba, está se transformando em referência na recuperação de pacientes infectados pelo novo coronavírus. 

Equipes entusiasmadas e coordenadas pelo médico Dr. Zé Filho Santos, diretor do Hospital Municipal Antenor Vieira de Moraes, apesar dos poucos recursos disponíveis, têm obtido resultados positivos nos últimos dias com aplicação dos medicamentos nas fases iniciais da doença. 

Pessoas que haviam sido internadas, em decorrência do vírus, agora estão sendo encaminhadas para continuar o tratamento sob monitoramento em casa, seguindo métodos do protocolo e orientações médicas.

As imagens abaixo revelam a festa de comemoração pela recuperação da saúde de Francisco das Chagas, morador da comunidade de Vila das Almas, que recebeu alta hospitalar na tarde desta quinta-feira, (21).

Veja:

Também saiu da unidade hospitalar o líder político Júlio Braga, que é deficiente visual e tem pressão alta, após receber doses do protocolo validado pelo Ministério da Saúde. 

O fato é que, semanas após sofrer uma tempestade que devastou casas, ruas e avenidas da cidade, os 37 mil habitantes de Brejo estão conseguindo superar a situação da covid-19 com muita determinação de suas equipes multidisciplinares da área da saúde.

PRIMEIROS CASOS NO PIAUÍ

Seguindo protocolos sob orientação da conterrânea Doutora Marina Bucar Barjud, que mora em Madri, coordenadora científica da Universidade de Zaragoza, na Espanha, médicos de Floriano estão salvando pacientes do coronavírus com aplicação de um eficiente coquetel à base de hidroxicloroquina, azitromicina e corticóides.

Os jornalistas Feitosa Costa e Francisco Barbosa revelaram nesta semana, em 1ª mão, que os pacientes deram entrada com sintomas da doença e foram submetidos aos procedimentos nas fases I (infecciosa) IIA (inflamatória sem hipóxia). Conforme o oncologista Sabas Vieira, com rápida evolução positiva dos quadros clínicos após aplicação dos remédios, nenhuma das pessoas precisaram ser internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Com relevado por esta coluna, a médica Marina Bucar Barjud, também de Floriano, uma das mentoras do protocolo, tratou mais de 600 pacientes em Madrid, onde a taxa de mortalidade por Covid-19, a partir dos mesmos procedimentos, caiu de 20% para 1,8%.

Avanço: Governo brasileiro oficializa uso da cloroquina

Após vários dias de debates, estudos e aprimoramento, com apoio de classes científicas e médias, o Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (20) o novo protocolo que libera, no Sistema Único de Saúde (SUS), a utilização da cloroquina para casos leves e graves de Covid-19.

A mudança era defendida pelo presidente Jair Bolsonaro desde quando as primeiras pesquisas surgiram com resultados positivos obtidos através do medicamento no combate ao coronavírus.

Com a nova regra, o Brasil se junta a países como Espanha, Itália, EUA e Reino Unido que já utilizam o fármaco para combater a doença, mesmo em suas fases iniciais. O novo protocolo mantém a necessidade de o paciente autorizar o uso da medicação.

De acordo com o novo protocolo, os pacientes com Covid-19 em grau leve serão tratados com a Cloroquina, na dosagem de 450 miligramas, ou com o Sulfato de Hidroxicloroquina, na dosagem de 400 miligramas, a cada intervalo de 12 horas no primeiro dia e a cada 24 horas do segundo ao quinto dia.

Além dos antimaláricos, deverá ser receitado o antibiótico Azitromicina, aplicado na dosagem de 500 miligramas, apenas uma vez por dia durante os cinco primeiros dias do tratamento.

O protocolo ressalta que a utilização do medicamento só deve ser feita após avaliação médica, com realização dos exames e testes necessários.

Esta Matéria é assinada pelos Jornalistas Feitosa Costa e Francisco Barbosa

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