Sexta, 22 de janeiro de 2021   -     23:21 |

Coluna Coluna Feitosa Costa

Dr. Pessoa: De renegado pela elite ao cargo de prefeito da capital do Piauí

Deus coroa hoje um homem cuja vida foi cheia de obstáculos e discriminações. Um começo de incertezas, com derrota na pequena cidade natal do interior, mas a perseverança dos que nascem predestinados a fazer o bem comum.

A medicina como instrumento para materializar um coração voltado para a pobreza, tão forte determinação sempre chama a atenção dos maus.

Os maus logo procuram saber o que de errado tem com aquele "médico meio doido que se elegeu vereador em Teresina". Vasculham a sua vida mas nada encontram que não seja a certeza de que estão diante de um ser como outro qualquer, que tem defeitos, mas virtudes em abundância ou profusão.

A elite surrada e arrogante que não aceita que líderes irrompam como um redemoinho popular das classes menos favorecidas, começa a planejar a desmoralização de figura tão audaciosa. O povo percebe e não entra no jogo, elege Dr. Pessoa deputado estadual.

"Deputado estadual?", espantam-se os arrogantes, que, fato consumado planejam uma maneira de desqualificá-lo. Mais uma vez não conseguem.

O homem se candidata a prefeito e vai para as ruas distribuir os próprios panfletos. Dá o tom da própria campanha, não aceita imposições é repete: " tenho as mãos limpas".

Deixa de ir para ir segundo turno por insignificante número de votos e levanta suspeitas sobre uma ação aparentemente planejada contra ele no sul da capital.

Dois anos depois deixa uma reeleição certa de deputado estadual e uma eleição aparentemente certa de deputado federal para atender o clamor da população e disputa o Governo do Estado.

Viaja o Estado quase todo e não muda o discurso: " eu tenho as mãos limpas". Perde a eleição, mas não faz feio, dezenas de milhares de piauienses acreditam na sua proposta.

Fica sem mandato, mas nunca sem popularidade, a popularidade que o fez chegar aqui, hoje ao lado de Robert Rios, um homem que não teve na vida as dificuldades de Pessoas, mas prestou um histórico serviço ao Piauí ao desmontar o crime organizado.

A Vitória de Pessoa e Robert não é a vitória de grupos. É a Vitória do bem, de uma biografia, é a derrocada da arrogância.

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