Terça, 20 de outubro de 2020   -     09:15 |

Coluna Coluna Feitosa Costa

Por causa do PT, Ciro Nogueira detona o seu próprio partido no Piauí

O senador Ciro Nogueira, que já disse que vai disputar o cargo de governador, em 2022, tem feito uma estratégia bastante arriscada no interior do Piauí. Desde sua reaproximação com presidente Jair Bolsonaro, Ciro tem se voltado contra a sua própria sigla em cidades nas quais há coligações com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Em São João do Piauí, por exemplo, o presidente nacional do Progressistas subiu no palanque do candidato adversário ao seu partido e pediu votos com com discursos ferozes. O mesmo ocorreu em Bom Jesus, onde Ciro declarou apoio à candidata Cledja Benvindo, do PSDB, contra o seu colega Nestor Elvas, do MDB, só por causa da presença do PT. 

Tem sido assim em diversos município. Neste final de semana, Ciro deve aparecer no evento do candidato Jairo Leitão (PSD) em Campo Largo, contra, mais uma vez, o seu próprio partido que faz aliança com o PT, que é liderado na cidade por Charles Fortes, também candidato prefeito, na oposição. 

Experientes autoridades do cenário político estadual, nos bastidores, classificam a performance de Ciro como sendo injusta com quem luta para manter às bases do Progressista no interior. Outros citam que a atitude do senador vai de encontro ao estatuto do partido, que impõe pena de expulsão para os membros que desrespeitam às diretrizes estabelecidas para coligações eleitorais. 

Na prática, Ciro se sujeita a qualquer situação, desde que não seja na companhia do Partido dos Trabalhadores. Pelo menos por enquanto. 

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