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Chefão do Baixo Parnaíba reaparece, faz um refém e assalta comércio

Haroldo Pereira de Araújo, o Haroldo, chefe de um grupo criminoso que estabeleceu um clima de terror no Baixo Parnaíba a partir da crença de que tem "pacto com o capeta", promoveu, no final da tarde de ontem (29), em povoados que ligam os municípios de Barras e Miguel Alves, ações audaciosas que incluíram o sequestro relâmpago de um jovem e a invasão de um estabelecimento comercial de onde levaram objetos de valor e até um televisor moderno.

Haroldo, de forma cinematográfica fugiu depois da ação com pelo menos mais dois comparsas por veredas abertas pelo seu próprio grupo. Astucioso, Haroldo construiu literalmente as próprias rotas, dentro de matagais densos pelas quais consegue fugir, de motocicletas, e em velocidade que poucos acreditam ser possível dentro de um matagal.

Há exatos cinco meses, criou-se no Baixo Parnaíba, uma força tarefa para localizar e capturar Haroldo, acusado de assaltos, roubo de motos e provavelmente de homicídios.

Até agora, mesmo recebendo reforços aqui e acolá, a polícia de Barras, onde o QG da operação foi montado, não conseguiu nada mais do que a detenção de familiares que o acobertavam

Por que Haroldo escapa?

São vários os motivos pelos quais a polícia ainda não conseguiu capturar Haroldo Araújo. O primeiro deles é uma ampla rede de proteção familiar e de amigos.

Conhece cada pau 

Para completar o "encanto" de Haroldo, tem o seu histórico na região: ele nasceu praticamente dentro das matas em que hoje consegue se esconder. "Conhece cada pau da região", reconheceu um policial.

Na terra e nos ares 

O mesmo policial me disse que, "quando Haroldo entra numa mata, ninguém consegue acompanhá-lo porque é tudo fechado e por cima ninguém visualiza porque ele só entra em mata densa.

Só suspeitas

Haroldo teria feito favores a alguns políticos da região no passado, suspeitam alguns policiais encarregados de localizá-lo, mas não existe ainda uma prova concreta dessa imaginável proteção

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