Terça, 26 de maio de 2020   -     20:23 |

Paulynho Paixão: da roça para os grandes palcos do Brasil

Foto: Reprodução

O piauiense Paulynho Paixão virou febre depois de estourar nos forrós e rádios populares do Nordeste com um misto de forró, brega e sertanejo

Em shows, festas particulares, carros de som, propagandas em rádio e até como toques de telefone celular. Hoje, a música de Francisco de Paula Moura parece onipresente. Chamando assim, pelo nome de batismo, nem parece um astro da música romântica. Francisco de Paula Moura é o cantor e compositor Paulynho Paixão, o “Rei do Coladinho”.

Febre no Nordeste, suas canções estão entre as mais pedidas nas rádios e são tocadas hoje pelas bandas de forró mais populares do país. Nesse segmento é comum que os repertórios das bandas “coincidam” já que a maior parte dos grupos de forró executa hits “da concorrência” em seus shows. Para isso, é preciso que a música em questão seja um grande sucesso. E, como se diz no jargão musical, Paulynho Paixão está “estourado”.
Foto: Reprodução 

Menino criado na roça, mais precisamente na Fazenda São Luís, zona rural de São Miguel da Baixa Grande, interior do Piauí – a 138 km da capital Teresina, Francisco passou a infância escutando programas de música sertaneja em um radinho de pilha. Os populares Alvorada Sertaneja, na Rádio Nacional de Brasília, e Programa do Roque Moreira, na Rádio Pioneira, de Teresina, eram suas companhias mais frequentes durante o trabalho no campo e também nas horas vagas.

“Sem entender nada de música eu já gostava. Como as crianças hoje gostam da nossa música, eu gostava de Zezé di Camargo e Luciano. Ouvia muito sertanejo enquanto tirava leite de vaca. Coisa bem fazenda mesmo”, lembra Paulynho Paixão, que não se faz de modesto ao comparar a sua trajetória de vida à de seu ídolo Zezé. “Na roça não se tem muita diversão. As poucas vizinhas que a gente tinha queriam saber dos boyzinhos da cidade. Ouvir e fazer música eram minhas grandes diversões”, conta.

Paulynho começou a compor ainda criança. Nunca havia estudado música, não sabia tocar qualquer instrumento, não conhecia notas musicais ou cifras. Apenas escrevia versos rimados inspirados no dia a dia. A melodia surgia “naturalmente”. “Era de ouvido, coisa de dom mesmo. Ninguém explica; a gente atribui isso a Deus”, conta o compositor de aproximadamente mil canções, segundo suas próprias contas.
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Romântico nato, Paulynho afirma que 90% de suas letras falam de amor. “As meninas tinham diários. Eu fazia músicas contando histórias da vida e acho que por isso as pessoas se identificam. Cada fora e cada sim que eu levei inspirou muito essa coisa do romance, do amor nas minhas músicas”, confessa.

Ainda criança, nas festinhas nas redondezas da Fazenda São Luís e mesmo na cidade, Paulynho passou a “se convidar” para cantar. “Quando eu via o pessoal tocando em bar, aquela coisa de ‘vocalista-tecladista’, eu pedia para tocar. Ninguém dava muita confiança, mas deixavam. Fui tomando gosto”, conta. Nessas brincadeiras despretensiosas teve início a ideia fixa de Francisco de Paula Moura se tornar músico profissional. 

Ouça os grandes sucessos: 


* Com informações do site som 13

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