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Agência de turismo fecha as portas e deixa clientes com prejuízos em Teresina

 Foto: Reprodução 

Uma companhia de turismo que ficava localizada no bairro Noivos, Zona Leste de Teresina, e tinha matriz em Fortaleza, no Ceará, encerrou suas atividades em 21 de dezembro de 2018, deixando vários clientes sem nenhuma explicação. Vítimas informação que entrarão com ação judicial contra a empresa. O G1 tentou, mas não conseguiu contato com a companhia.

Segundo clientes da empresa, de nome JPE Turismo, que falaram à TV Clube e ao G1, a companhia vendeu vários pacotes de viagens nacionais e até internacionais, como para Santiago, no Chile, para cerca de 30 pessoas; e para Alagoas, em Maceió.

Os pacotes para o Chile foram fechados no valor de R$ 2.750 e para Alagoas no valor de R$ 1.980, de acordo com os clientes. Os pacotes davam direito a passagem, hospedagem com café da manhã e guia turístico. Uma cliente de Fortaleza disse que perdeu R$ 10 mil com dois pacotes de viagens.

Segundo uma das vítimas de Teresina, a viagem para o Chile aconteceria no dia 22 de maio deste mês e teria duração de uma semana, mas a empresa encerrou o contato com os clientes e não tem respondido os pedidos de informação sobre as viagens.

”Não atendem telefone, não retornam as mensagens. A gente se sente lesada por já ter pago todas as parcelas e agora tão perto da viagem não obter retorno nenhum por parte da empresa”, relatou. 

"A gente tentou entrar em contato com uma pessoa e o telefone já não funcionava mais, tentamos com outro funcionário e o telefone também não funcionava. A gente começou a entrar em pânico.

Uma outra vítima que também não quis se identificar contou que fechou o pacote com a empresa por conhecer pessoas que já haviam viajado pela agência sem enfrentar nenhum problema.

“Foi através de amigos que eu tive conhecimento da agência de viagens, amigos que já haviam viajado pela companhia sem nenhum problema e por isso resolvi fazer a compra do pacote”, contou.

Orientação judicial

Quando fechou as portas, em dezembro de 2018, os clientes contaram que apenas receberam mensagens nos celulares informando que a empresa estava encerrando as atividades, mas sem explicações sobre o motivo ou sobre como ficaria a situação dos pacotes de viagens já comprados.

De acordo com o advogado especialista em direito do consumidor Alex Noronha, essa não é a forma correta de encerrar as atividades.

"O fechamento de forma abrupta não é o mais correto, os sócios podem ser responsabilizados tanto criminalmente quanto civilmente, podendo ter que arcar com os prejuízos", explicou.

Ele disse o que os consumidores devem fazer em casos como esse: "Primeiro devem fazer uma notícia crime na delegacia de proteção ao consumidor, aqui no Piauí é a Deccoterc, e buscar ajuda de um advogado para buscar eventual pagamento de danos. Aqueles que ainda estão pagando parcelas, que busquem intervenção judicial imediata antes de parar de pagar, para não ter o nome negativado", explicou.

“Vamos entrar com uma ação judicial coletiva. Eu não quero mais fazer a viagem, não me sinto segura porque nem sei se eu volto, depois de tudo que aconteceu, como vou fazer uma viagem internacional assim?”, questionou uma das clientes. 

* Com informações do G1 PI

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