5000onon

Presidenciável Geraldo Alckmim fala para empresários na FIEPI


O pré-candidato a presidência da República, Geraldo Alckmim proferiu palestra para empresários na noite deste sábado (05) no auditório da FIEPI onde falou sobre o cenário econômico brasileiro e respondeu a perguntas de representantes das entidades ligadas ao setor produtivo do Estado do Piauí.

O presidente em exercício da FIEPI, Humberto Paulo Cronemberger destacou a aos empresários a intenção de abrir espaço para todos os presidenciáveis, pois o debate sobre a construção de um novo governo tem que passar pelos segmentos produtivos, que são aqueles que realmente fazem a nação se desenvolver.

Presentes ao debate o presidente licenciado da FIEPI, Zé Filho, os deputados federais, Atila Lira, Heráclito Fortes, Júlio Cesar Lima e os deputados estaduais, Juliana Moraes Souza, Marden Menezes, Luciano Nunes e Gustavo Neiva, instituições como os sindicatos de indústria, Associação Industrial do Piauí, Fecomercio , Sebrae e CDL.

Alckmim defende como principal plataforma de governo a recuperação dos postos de trabalho perdidos nos últimos anos por conta da crise econômica e do emprego de mais inovação e tecnologia nos processos produtivos. Para o presidenciável, a diminuição das desigualdades regionais (falando sobre o Nordeste) depende também de uma reforma tributária onde posteriormente possa ser destinando mais recursos para os municípios.

 “Emprego e renda. Este é o nosso desafio. Não tem solução sem crescimento. Como é que se faz crescer? Não tem crescimento, se não tiver investimento. Confiança, segurança jurídica, bons projetos. Hoje, sobra dinheiro no mundo. É o momento de maior liquidez. Trazer investimento, aumentar a poupança interna. O Estado precisa prestar bons serviços públicos. Eu quero ser o presidente do desenvolvimento e vamos fazer toda a diferença aqui no Nordeste. Agora, teremos que ter um primeiro ano de reformas estruturais e diminuição dos custos da máquina pública porque propor uma reforma para diminuir os impostos no primeiro ano é decretar a falência do país, pois para fazer os investimentos precisamos arrecadar”, explicou.

Aos empresários e as instituições presentes o candidato tucano ressaltou que o jeito mais rápido de retomar o crescimento é estimular o consumo, mas que para isso é preciso gerar emprego, pois não adianta produzir se a população não tiver como comprar e a primeira alternativa é gerar empregos nos segmentos que necessitam de mais mão de obra. 

“Precisamos estimular a indústria, com destaque para urgência de investir na construção civil com financiamento e participação governo. “Uma obra nossa lá no metrô de São Paulo tinha 5.400 pessoas trabalhando só em empregos diretos, fora os indiretos. Infraestrutura, moradia, isso gera desenvolvimento e emprego na veia, precisamos ter um grande programa de obras”, disse.

Segundo Alckmin, o Brasil melhorou com a criação de programas sociais, porém, ele ponderou que desde os últimos quatro anos o país tem enfrentado uma forte recessão.

“Perdemos mais de 8% do PIB (Produto Interno Bruto) e agora temos que retomar o crescimento, e um crescimento sustentável que passa por um conjunto de fatores, o Brasil é um país caro e por isso perdeu competitividade”, analisou.

Geraldo apontou investimentos na construção civil e infraestrutura como uma forma de gerar empregos no país. 

Ele também criticou o que chamou de “populismo fiscal”, que em sua visão, prejudica o crescimento do país. “Populismo fiscal só leva a quebradeira e o pior é que quem paga a conta não é o governante irresponsável, é o povo”, avalia

O ex-gestor da maior cidade do país, também falou sobre segurança pública, na sua avaliação, um dos itens que mais preocupa a população. O presidenciável citou o modelo adotado em São Paulo, onde segundo ele, houve uma redução drástica no número de homicídios.

“São Paulo tinha 13 mil homicídios por ano em 2001, baixamos para 3.503 homicídios por ano em 2017, foram praticamente 10 mil mortes a menos por ano”, exemplificou.

Para ele, um dos fatores que contribuem para o aumento da criminalidade no país é a entrada de armas que chegam de forma clandestina nas fronteiras. 

“O governo federal tem que liderar o combate ao tráfico de drogas e ao tráfico de armas, esses fuzis, esse armamento pesado que entra no país, isso é falta de polícia de fronteira, tecnologia, inteligência e formação diplomática”, afirmou

Um maior investimento do governo federal em saúde também deve ser prioridade caso o PSDB chegue à presidência da república. Alckmin que é médico, afirma que cuidar da saúde é um dever pessoal seu.

Para ele, o envelhecimento da população brasileira tem deixado os custos com a medicina mais caros.

“A população está ficando mais velha e a medicina mais cara, então há necessidade de governar com esse modelo, isso é até um dever meu como médico, priorizar a saúde“, declarou.  



 
 
 



Fonte: Ascom/ FEPI 

Dê sua opinião: