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Governador acredita em consenso na eleição da Assembleia

Wellington Dias conversa com Francisco Limma e Themístocles Filho 
  Foto: Paulo Pincel

Bastante assediado pelos jornalistas na chegada para abertura do Fórum Fundiário dos Corregedores Gerais da Justiça do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), no auditório do Tribunal de Justiça, em Teresina, o governador Wellington Dias (PT) admitiu que existem vários partidos da base governista interessados na presidência da Assembleia Legislativa e que ele vai trabalhar um consenso para evitar um racha entre os aliados por causa da disputa.

"Tudo que quero fazer é isso. É trabalhar para um entendimento, para o consenso. A Assembleia é autônoma e cabe a ela fazer essa escolha internamente. É claro que, como político, sempre fico acompanhando. Pelo que sei, as candidaturas postas até agora são da base do governo e terei o maior prazer de ouvir sobre essas candidaturas apresentadas. Muito mais como parte de um mesmo time do que propriamente de entrar na disputa. Aquela Casa age com muita autonomia para fazer a melhor escolha", ponderou.

A longo da semana, várias lideranças se manifestaram sobre a sucessão do MDB na presidência do Legislativo estadual. O próprio presidente Themístocles Filho advertiu que a eleição é um assunto dos deputados e que não deve haver interferência de outros poderes na questão.

"Não é que eu não queria, o governador toma a decisão que ele quiser. Se nem o Bolsonaro está se metendo na disputa da Câmara e do Senado, o normal é que deixe os deputados livres. Seria como se o Themistocles fosse para Brasília interferir lá. Cada deputado e senador que tome conta da Casa que representa. Cada um é independente. Nós votamos no governador", frisou Themístocles Filho, "O normal é que ele [Wellington Dias] deixe a Assembleia livre. Em janeiro saberei dizer se haverá consenso. Eleição é só depois que passar o Natal e o Ano Novo”.

Já o Progressistas deve reunir suas principais lideranças, entre elas o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do partido, para decidir o nome do candidato a presidente da Alepi. São três postulantes ao cargo: Hélio Isaías, Júlio Arcoverde e Wilson Brandão. Definido o candidato, o Progressistas vai conversar com Wellington Dias sobre essa indicação.

O PT, do líder do Governo, deputado Francisco Limma, anda calado sobre o assunto. Apenas Wellington Dias tem se manifestado, inclusive para agradecer ao senador Ciro Nogueira pela confiança nele depositada para costurar um acordo que mantenha a unidade da base.

"Eu agradeço tanta confiança. Mas, há um fato que tanto eu, como o senador Ciro e os outros, vamos ter que estar dialogando e trabalhando esse entendimento na Assembleia Legislativa. [Hélio Isaías] É um nome excelente. É uma pessoa de bem, é um parlamentar com experiência. Mas repito, vai caber esse entendimento dentro da Assembleia Legislativa”, reiterou Wellington Dias.



Fonte: Paulo Pincel
Piaui Hoje 

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