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Juíza pede a prisão de PM que atirou em Saulo Dugado

Cantor é baleado durante confusão 
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A juíza Valdenia Moura Marques, da 9ª Vara Criminal da Comarca de Teresina, acatou o pedido do promotor Assuero Stevenson Pereira Oliveira, da 9ª Promotoria de Justiça, e revogou a liberdade condicional do policial militar Wanderley Rodrigues da Silva, autor de dois disparos de pistola dentro da Padaria Ideal, na zona Leste de Teresina, um deles atingindo a perna do cantor e sanfoneiro Saulo Dugado. 

A juíza decretou a prisão preventiva do PM, que é réu em um outro processo, em que é acusado de peculato pelo suposto desvio de R$ 300 mil de cerca de R$ 600 mil apreendido de assalto ao Banco do Nordeste da Avenida João XXIII, na zona Leste de Teresina, em dezembro do ano passado. 

Promotoria 

Na sexta-feira (18), um dia depois dos tiros na panificadora, o promotor de Justiça, Assuero Stevenson Pereira Oliveira, da 9ª Promotoria de Justiça, pediu a prisão preventiva do policial militar Wanderley Rodrigues da Silva, que baleou Saulo Dugado. 

 Segundo o promotor, o cabo-PM estava sob condicional, desde o dia 17 de abril de 2018, para responder em liberdade pelo crime de peculato, por envolvimento numa suposta apropriação de R$ 304 mil, apreendidos durante um assalto ao Banco do Nordeste, em dezembro do ano passado, na Avenida João XXIII, na zona Leste de Teresina. 

 O promotor entendeu que o PM descumpriu a condicional. “Segundo consta, o denunciado se envolveu em uma confusão nas dependências do estabelecimento “Panificadora Ideal”, localizado na avenida Presidente Kennedy, ocasião em que efetuou disparo de arma de fogo que lesionou o civil conhecido popularmente como Saulo Dugado. Agindo como agiu, o denunciado descumpriu as condições que lhe foram impostas quando da concessão de sua liberdade, mormente as seguintes: c) não andar armado, salvo se de serviço estiver; […] e) não se envolver em qualquer outro delito”, escreveu o promotor no pedido de prisão preventiva. 

 "No caso, o acusado estava armado, à paisana, e ainda lesionou um civil fazendo uso da arma de fogo. Com a conduta do denunciado ficou evidente que as medidas cautelares diversas da prisão não são suficientes no presente caso. Assim, o Ministério Público requer que seja revogada a liberdade provisória e decretada a prisão preventiva de Wanderley Rodrigues da Silva, uma vez que o acusado descumpriu as condições que lhe foram impostas", acrescentou Assuero Stevenson.    


Fonte: Tj -PI 

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