Capitão acusado da morte de Camilla Abreu vai a júri popular

Allisson Wattson da Silva Nascimento, capitão da Polícia Militar que matou a estudante de Direito Camilla Pereira de Abreu, em outubro deste ano, vai a júri popular. A informação foi confirmada pelo promotor de justiça João Mendes Benigno Filho, que ainda afirmou que não há como Wattson sair dessa linha de homicídio qualificado.

"Não tem como sair dessa linha de homicídio qualificado e ele vai ao Tribunal do Júri. Quem vai julgar é a sociedade, o Conselho de Sentença, que vai aplicar a pena. O MP espera que no final do processo saia a condenação. Ele será condenado", afirma o promotor.  

Justiça decreta prisão preventiva do assassino de Camilla Abreu 
 Foto: Reprodução

O Ministério Público Estadual denunciou nesta quarta-feira (06/12), o capitão da Polícia Militar, Allisson Wattson da Silva Nascimento, pela morte da estudante de Direito, Camilla Pereira de Abreu. O inquérito policial foi entregue ao Ministério Público na sexta-feira passada, que tinha o prazo de cinco dias para oferecer a denúncia.

“Recebemos o inquérito na sexta-feira passada por volta das 14horas, o gabinete da 13ª promotoria criminal de Teresina já vinha acompanhando o caso e não tivemos dúvidas de oferecer a denúncia, que foi formulada e entregue ao Fórum Criminal”, explica o promotor de justiça João Mendes Benigno Filho.

A ideia é que a distribuição do caso ocorra para uma das varas criminais ainda nesta quinta-feira (07/12).

“A denúncia se prende a dois fatos, a materialidade, que é o cadáver que foi encontrado e reconhecido e a autoria que ele confessou embora ele tenha apresentando uma tese que não podemos acreditar, mas é um direito dele e nós respeitados isso. A tese do Ministério Público é que seja um homicídio doloso, altamente qualificado, inclusive agora pelo aparecimento da figura do feminicídio, então a denúncia se baseou nesses dois pontos e não há como sair dessa questão do crime qualificado”, afirma o promotor.

Allisson Wattson da Silva Nascimento vai responder por feminicídio qualificado por motivo fútil (ocasionado por ciúmes), ocultação de cadáver e fraude processual.

O capitão está preso no presídio militar aguardando o resultado do processo administrativo que responde na PM.

Entenda o caso

A estudante de Direito Camilla Abreu, 21 anos, foi assassinada na madrugada do dia 25 de outubro. Seis dias depois, o corpo da jovem foi encontrado, durante as investigações da equipe da Delegacia de Homicídios, que foi levada até o local pelo próprio autor do crime, o capitão da Polícia Militar Allisson Wattson.

O PM era namorado da vítima e já possuía um histórico de ser agressivo em seu relacionamento com a moça. Ele confessou à polícia que atirou na estudante quando estavam em seu veículo. O crime ocorreu próximo ao povoado Mucuim, estrada que liga Teresina a Altos.

O acusado alega em seu depoimento que depois de uma discussão com Camilla, a moça teria pegado sua arma e que, para se defender, a arma teria disparado acidentalmente no rosto da moça.



Por Adriana Oliveira
Fonte: Portal Az 

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