Poucos acreditam na aprovação da reforma politica

Deputados estaduais acreditam que o Congresso não tem mais tempo para implementar uma reforma politica com grandes modificações. A pauta está atribulada e para prevalecer na eleição seguinte qualquer lei tem que ser votada e aprovada pelo menos um ano antes do pleito. Estamos na metade do mês de setembro e ainda se discute o mínimo. Há um entendimento de que "quando o Congresso quer, aprova". É verdade. Ocorre, porem, que não há tempo e nem o Congresso realmente quer essa reforma. A queda das coligações, por exemplo, carreou a formação de uma frente de pequenos partidos que se acham, e com razão, altamente prejudicados. O deputado Evaldo Gomes é um  dos que entendem que "as coisas vão ficar como estão".

Deputado Estadual Evaldo Gomes

Distritão em debate

O debate sobre a implantação do sistema "distritão" na eleição de 2018 foi levantado como um ponto pacificado. Todos defendiam a "tese justa" de que deve ser eleito aquele que for mais votado.

Verdade veio à tona

Com o debate, começaram a aparecer os pontos negativos do "distritão". Aqueles que estavam calados passaram a pensar o outro lado e chegaram a conclusões.

Beneficia os fortes

O Distritão, na verdade, só beneficia os candidatos mais poderosos e mais conhecidos, principalmente agora que o tempo de campanha foi reduzido e os meios de fazê-la continuam caros.

Melhor para os conhecidos

No Distritão os candidatos mais conhecidos, principalmente aqueles que já têm mandatos saem na frente em relação aos novatos que vão ter apenas 45 dias para se tornar conhecidos.

Mais dinheiro

No Distritão, quem tem mais dinheiro tem mais chances de ganhar a eleição porque serão eleitos os mais votados, que já têm bases fincadas e não terão muita dificuldade para alcançar a votação mínima para se eleger.

Trinta mil votos

Numa eleição, hoje, de deputado estadual, com o sistema distritão, ninguém se elegeria com menos de 30 mil votos.

Muitos têm

Observando o cenário de deputados estaduais nos dias de hoje chega-se à constatação de que pelo menos 20 deles já contabilizam 30 mil votos o que significa dizer que por esse sistema terão reeleição tranquila.

Como é atualmente

Atualmente pequenos partidos podem se coligar e apresentar candidatos com um potencial menor de votos. Digamos que uma coligação de três partidos pequenos lance 25 candidatos a deputado estadual e que cada um deles tenha 2 mil votos.Somando, daria 50 mil votos, o suficiente para fazer o quociente para eleger um deputado e o eleito seria o mais votados entre todos. De repente um homem humilde, com poucos recursos, com um pensamento diferente, conseguiria ser deputado estadual.

Parece ser mais democrático ou não?

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