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Médicos iniciam nova paralisação por dois dias em Teresina

 
 Foto: Ascom Simepi

Os médicos, servidores públicos do município, paralisaram novamente suas atividades em Teresina. Desta vez, serão dois dias, hoje e amanhã(07), deixando funcionando apenas casos de urgência e emergência.  

A categoria alega que houve novas denúncias e não teve abertura para diálogo com a Prefeitura de Teresina.

A diretoria do Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (Simepi) recebeu os profissionais em assembleia extraordinária, no dia 29 de maio. Seguindo o Estatuto da entidade médica, foi aberta uma votação e por unanimidade, a categoria decidiu por realizar uma nova paralisação de advertência.

Os médicos reivindicam o aumento na carreira médica do Município de Teresina, melhores condições de trabalho nos hospitais municipais e a resolutividade de ilegalidades cometidas contra os médicos da Fundação Municipal de Saúde.

Nesta manhã(06), os médicos se concentram no Centro Integrado de Saúde Lineu Araújo e após a paralisação vão se reunir novamente emassembleia extraordinária, às 10h de amanhã, na sede do Simepi, para avaliar o movimento.

Nota da FMS

Em nota, a FMS informa que o plano de cargos, carreira e salários dos médicos, elaborado com aprovação do sindicato, está sendo cumprido. E ressalta quatro motivos para não conceder reajustes a categoria. Veja a seguir:

1) Teresina dispende aproximadamente 36% das suas receitas correntes líquidas com saúde, sendo que a legislação determina que as despesas com saúde pelos municípios sejam de 15%;

2) Somente na área de saúde, Teresina conta atualmente com 11.300 servidores, quase 10 mil a mais do que na época em que o município assumiu a gestão do SUS. 

3) Os salários pagos são maiores que os do Ministério da Saúde, EBSERH e Secretaria de Estado da Saúde ; 

4) Mesmo com a crise financeira que o país passa, o município conseguiu reajustar o salário de todos os seus servidores em 3%, compensando a inflação.

Em relação às outras demandas do sindicato, a FMS informa que a relação de 35 médicos enviada pelo Simepi que não foram contemplados com a promoção/progressão foi entregue à Diretoria de Recursos Humanos, que informou não terem adquirido esses direitos em abril de 2016. 

Já os hospitais relacionados como em "situação precária" já se encontram em reforma. Os locais com demanda excessiva de atendimento estão autorizados a contratar temporariamente mais profissionais, sendo que a FMS já realizou dois concursos públicos para médicos em 2017 e está em negociação para fazer um terceiro. 

O Hospital e Maternidade do Buenos Aires faz uma média de cinco partos ao dia e o neonatologista é exclusivo da maternidade, tendo os leitos de UCINCO atendidos por outro pediatra. Essa média diária de partos também justifica os dois obstetras.

Sobre a questão da segurança, estão sendo procuradas soluções junto à Secretaria de Segurança do Estado, Polícia Militar, além da presença de 341 policiais militares pagos pela FMS para colaborar com esta segurança.

A FMS ressalta ainda que sempre recebeu o Simepi quando solicitado e todas as demandas enviadas via ofício foram respondidas e justificadas por escrito diretamente ao sindicato.



 



Fonte: CidadeVerde.com 


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