FALTA DE EDUCAÇÃO

Minha mãe sempre me disse que eu deveria respeitar os mais velhos e ficar em silêncio quando os outros estivessem falando. Honestamente, sempre acreditei que esse era um conselho universal, mas, depois de hoje estou tendencioso a acreditar que “ou nem todas as mães ensinam isso, ou nem todos os filhos seguem o conselho”.

Eu gostaria muito de poder vir aqui e discutir política, falar das ideias discutidas e das propostas de melhorias para nossa cidade apresentadas na sessão de hoje, no entanto, vou ter que falar da EDUCAÇÃO. E nem se iluda, não será sobre a educação escolar, será sobre a educação da vida, dos princípios, moral e bons costumes. O que lamentavelmente, nem todos tem.

Embora não tenha contado com o meu voto, é um representante do meu povo, e ouvir da boca do vereador Anderson Pêgo que ele ou nenhum outro vereador precisa prestar atenção nos assuntos discutidos na Câmara Municipal foi um golpe duro de digerir. Como não vereador? Como não é necessário ou fundamental que você e os demais estejam atentos as questões debatidas naquela casa? E que história é essa que enquanto os seus companheiros falam, você pode ficar com piadas e deboches, caras e bocas desnecessárias?

Aos que não estão entendendo, eis a explicação. Na sessão realizada na Câmara dos vereadores na manhã desta segunda-feira (04), enquanto o vereador Jair Mayner fazia uso da palavra, o vereador Anderson e outros da oposição iniciaram uma conversa paralela em um tom um pouco elevado. O vereador Jair fez uma pausa e pediu que tivesse o seu direito de fala respeitado, o presidente da casa, vereador Uilma Resende fez coro ao pedido vereador do PSB, após breve momento de burburinhos, a oposição calou e o imprevisto parecia ter sido resolvido. Ao fim do grande expediente, o vereador Anderson pediu e palavra e afirmou que “o regimento assegura tribuna e microfone ao vereador que quiser a falar. E que ele não precisava parar pra ouvir quem estivesse falando, que poderia ficar conversando com os colegas, mesmo enquanto alguém estivesse com a fala. Que só não podia atrapalhar, mas que não precisava prestar atenção na fala dos companheiros”.

Felizmente, esse sinal de má educação parece ser um fato isolado. O que é uma sorte pro vereador Anderson, visto que se houvessem mais vereadores com má educação, talvez o público não fosse obrigado a ouvir os discursos histéricos e tendenciosos que o vereador costuma fazer.  

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