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Retrospectiva das ilusões midiáticas

Os finais de semana são propícios para divulgações opinativas na mídia, como se as equipes chegassem ao final dos dias úteis saturadas.

E quando chega a segunda-feira, o que se passou no sábado e no domingo é considerado velho para ocupar os espaços. Transcrevo aqui algumas notícias do portal brasil247, que ficaram gestando na mente dos leitores e sendo analisadas nas redes sociais.

“A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou que Lula não pode ficar no “banco de reservas” na atual conjuntura política e econômica do país: “Lula é nosso Pelé; a gente não pode por o melhor do time no banco de reservas”. Gleisi afirmou que Lula é candidato e que pretende participar dos debates televisivos”

“A economista e professora da USP Laura Carvalho afirma à TV 247 que as políticas de austeridade estão sendo revistas em diversos países, pois a sua implementação causa prejuízos imensos à sociedade; "Pautar apenas o mercado e projetar intensos cortes sociais gera o caos, uma vulnerabilidade imensa, apenas viabiliza uma ascensão do fascismo e a violência urbana"

“A greve dos caminhoneiros autônomos prevista para esta segunda-feira (21), a depender da intensidade, poderá até derrubar o fraquíssimo governo Michel Temer. A paralisação da categoria, além de provocar caos nas estradas, se for prolongada, também terá o condão de desabastecer os centros urbanos”.

Retrato da violência

O retrato mais fiel da violência em Teresina está na decisão tomada pelo Instituto Médico Legal (IML), de não mais deixar corpos acumularem, como aconteceu de dezembro do ano passado até o presente momento, e que estão sendo sepultados coletivamente, em grupos de até seis indigentes. A questão não é numérica, pois o número dos que foram enterrados no tempo certo deve ser maior. Trata-se aqui, em sua maioria, de pessoas assassinadas, cujos parentes não os reivindicaram.

Visão petista

Escreveu o colunista do 180gtraus, Oscar de Barros: “O PT vive momentos turbulentos. No Brasil enfrenta a arbitrariedade da prisão de Lula e a luta pela sua liberdade e candidatura a presidente; no Piauí, embora as pesquisas apontem a vitória de Wellington Dias em outubro próximo, os petistas querem emplacar também uma chapa pura nas disputas proporcionais e a candidatura da senadora Regina Sousa. O PT do Piauí tem cacife para fazer isso? O PT pode/deve fazer isso? Eu respondo: tem e deve fazê-lo. E para justificar minha resposta vou usar argumentos de um grande petista. Mas antes dizer que quanto mais forte for o PT, melhor para ele enquanto agremiação partidária, para o Brasil e para o Piauí. O grande petista que me empresta argumentos para tais afirmação é José Dirceu”.

Dilma ataca Temer

A ex-presidente Dilma alerta par o fato de Michel Temer ter descredenciado 1.729 drogarias que participavam do convênio “Aqui tem Farmácia Popular”. Ela fez a denúncia em seu site, lembrando que no passado o presidente já havia cortado repasses às indústrias. Diz textualmente a ex-presidente: "O golpe faz muito mais do que destruir a democracia. Por descaso, desumanidade e falta de preocupação com a vida do povo, o golpe também faz mal à saúde".

Crianças sem creches

Noticiou o portal G1: “Existe uma correlação entre a renda das famílias e a oferta de vagas em creches no Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) divulgados nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre as crianças de 0 a 3 anos que pertencem aos 20% com a renda domiciliar per capita mais baixa do país, 33,9% estão fora da escola porque não existe vaga ou creche perto delas. Já entre no grupo de 20% com a renda mais alta, esse problema só atinge 6,9% das crianças.

Limite nos caixas

Alguns caixas eletrônicos de Teresina estão aceitando saques apenas a partir de R$ 100 reais, dificultando a vida de pessoas pobres que costumam sacar bem menos, por acreditarem que dinheiro no bolso se acaba mais rápido. Já para as pessoas de melhor condição financeira o que preocupa é o limite de R$ 1000 reais. Tais limites são mais frequentes nos finais de semana, quando as pessoas viajam e precisam fazer revisão nos veículos, abastecer, fazer o supermercado e levar uma “graninha” para pagar os zeladores do sítio.

Ciro no facebook

Do senador Ciro Nogueira, no facebook: “Cada anúncio de obras que trago me enche de alegria. Obras de infraestrutura nas zonas norte e sul de Teresina com início muito em breve. Ponte de Santa Filomena, no sul do estado, se tornando uma realidade. O projeto das nossas duplicações também está andando. Nosso trabalho é esse: buscar em Brasília os recursos para as demandas da nossa gente e trazer soluções eficientes pra todo o Piauí. Vamos em frente!

O idiota sou eu

Saio da zona sul para levar uma pessoa ao Hospital São Paulo, na zona leste. Na volta, o dilema: eu teria que pegar a Avenida Dom Severino, atravessar a Nossa Senhora de Fátima, dobrar à direita, fazendo aquele “quadradinho” que parece a cara da engenharia da Strans e pegar finalmente a Nossa Senhora de Fátima em direção ao centro. Mas eu segui em direção à Ponte Estaiada, para entrar na Marechal Castelo Branco, já que eu ia para a Assembleia. Eis a surpresa: não há retorno para pegar a pista no sentido sul. Eu teria que ir até a ponte da Primavera. Fiz um retorno proibido e finalmente cheguei ao meu destino. O curioso em tudo isso é que ninguém nunca espancou um engenheiro da Strans em Teresina. Cadê a esquerda, que aceita dobrar somente à direita?

O manifesto de FHC

O jornal O Estado de São Paulo conclama em editorial as forças consequentes do país para o manifesto liderado por FHC, que defende a formação de um "pólo democrático e reformista". A justificativa seria a “venezuelização” do país com a cristalização de forças, na extrema esquerda e na extrema direita, tida como uma ameaça ao futuro da nação. Um manifesto liderado por Fernando Henrique Cardoso não merece a adesão de ninguém. Ele seria mais útil ao Brasil se ficasse quieto. A alma de Itamar Franco deve estar sofrendo, por ele ter inventado FHC. 

O humor de cada dia

Sanfoneiro da localidade onde nasci, Milhães, no município de Nova Iorque-MA, só tocava músicas velhas, até que um dia resolveu comprar um rádio a pilha, dizendo que ia aprender novas canções. Os estudantes em férias ficaram animados. No primeiro baile que tocou, o sanfoneiro usava o mesmo velho repertório. À meia noite um estudante cobrou as músicas novas do rádio e o sanfoneiro cantou:

- Meu povo, a decisão agora está em sua mão. No dia seis, vamos dizer que não. Não e não. O ato adicional só aumentou a confusão. No dia seis, vamos dizer que não.

Moral da estória: a música cantada no baile era a propaganda do governo João Goulart sobre o plebiscito, que o sanfoneiro só aprendeu porque saia de cinco em cinco minutos.

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