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Monólogo na tribuna da Assembleia

Em duas sessões seguidas, terça e quarta-feira (11 e 12) a oposição se fez ausente no plenário da Assembleia, embora dois dos seus mais atuantes membros, Robert Rios e Gustavo Neiva, estivessem inscritos para falar no grande expediente. Na segunda-feira eles teriam praticado o monólogo, pois a base governista não compareceu, certamente devido aos compromissos de campanha.

Na terça-feira houve de fato o monólogo, pois o líder do governo, deputado Francisco Lima, resolveu criticar a operação policial denominada Itaorna, ganhando a solidariedade de vários colegas da base. Lima bateu forte nos órgãos que realizaram a operação, chegando mesmo a pedir que a Assembleia se encarregasse de apurar o que estaria por trás. Ele falou até mesmo na necessidade de uma CPI.

Fora da Assembleia o monólogo também se fez sentir. A mídia divulgou as posições do governador, do seu próprio líder e até do ex-deputado João de Deus. Ninguém procurou ouvir a oposição. O que disse o ex-deputado João de Deus, no portalaz: “a ação se assemelha a “show de pirotecnia” e tem influência da oposição. Por que só agora no período das eleições?”, indagou o petista, acrescentando que o objetivo real da operação “é expor o governo para facilitar o processo eleitoral para alguém.

O governador Wellington Dias alegou que as obras investigadas ocorreram em processos licitatórios que "cumpriram plenamente a lei "Não estou falando de tirar direito de ninguém, estou falando de quem abusa. Quero um Ministério Público, o TCE, o judiciário forte, agora, sem abusos", disse ele em entrevista à TV Cidade Verde.

Marcelo suspende campanha

O candidato ao Senado Federal pelo MDB nestas eleições, Marcelo Castro, suspendeu a agenda de sua campanha, por tempo indeterminado, devido ao falecimento de sua mãe, Clotilde Costa e Castro, de 93 anos.

Ela deixou 7 filhos, 25 netos e 16 bisnetos. Em nota , a família Costa e Castro destaca que dona Clotilde "contribuiu extraordinariamente para a construção do caráter de seus descendentes, com seu exemplo de vida sempre fincado nos valores cristãos de humanidade e dignidade".O velório aconteceu na residência da família e o sepultamento foi marcado para as 10h de quinta-feira (13).

Religião nas escolas

O candidato a presidente Henrique Meireles teria dito ser contrário ao ensino religioso nas escolas, segundo noticiou o site da Folha. A assunto terá repercussão nas igrejas cristãs, podendo trazer para ele algum prejuízo. Meireles faz sua campanha mais voltado para assuntos ligados a empresas, dando exemplos de omo atuou na economia do país, como ministro e como diretor de empresas.

O voto de Caetano


O candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, deu uma de cantor, ao interpretar a música "Tempos Modernos" na noite de quarta-feira (12) junto com o compositor Caetano Veloso e o vocalista Tico Santa Cruz, da banda Detonautas, durante uma "live" (transmissão ao vivo) pelo
Facebook. Caetano, que sempre esteve do lado esquerdo, tendo prometido se ausentar do país se Lula Fosse preso, parece ter mudado de ideia ou acreditado que Ciro Gomes tenha a sua mesma ideologia.

Longe da tribuna

A semana terminou sem discursos da oposição na Tribuna da Assembleia. O último dia útil para os deputados (quinta-feira) não teve sessão. O choque de ideias prossegue no corpo a corpo, em debates e sabatinas. O distanciamento dos candidatos com relação à campanha presidencial prossegue de tal forma que nem mesmo a substituição do candidato do PT foi motivo de pronunciamento na Assembleia

Vereadores com W. Dias


A primeira notícia sobre o papel dos vereadores de Teresina na campanha eleitoral para o governo dá conta de que pelo menos 12 vereadores votam no governador Wellington Dias, com quem estiveram em um restaurante. É quase a metade dos legisladores municipais. Isso pode significar que o governador, ao contrário do que muita gente acha, não está tão mal perante o eleitorado da capital.

Desabafo da esquerda

Publicou o portal brasil247: “Com a posse de José Antonio Dias Toffoli na presidência STF, chega ao fim nesta quinta a era Cármen Lúcia à frente da corte; as marcas que ela deixa depois de dois anos são suficientes para caracterizá-la como responsável por um dos períodos mais tenebrosos da história do STF; os símbolos de seu período: a proteção a Aécio Neves e a feroz perseguição a Luiz Inácio Lula da Silva”. A esquerda não perdoa os membros do STF que votaram contra Lula.

Cachaça

Nestes tempos de campanha eleitoral pouco ou quase nada se tem falado sobre um produto que leva para bem longe o nome do Brasil. Trata-se da cachaça, que muitos candidatos pagam para seus eleitores, não por ser um produto genuinamente brasileiro, mas por ser mais barato. A cachaça é uma das bebidas alcoólicas mais populares do Brasil, tipicamente do nosso país e utilizada no preparo do coquetel Caipirinha (famoso internacionalmente). Em diversos países, a cachaça é conhecida como o rum brasileiro, apesar das claras diferenças na produção dos dois.

O humor de cada dia

A atual campanha eleitoral está sendo marcada por todo tipo de ironia nas redes sociais. Sobre o candidato a senador Frank Aguiar disseram que ele tem “rabo preso”, mostrando aquele cabelo amarrado com uma liga. Sobre o atentado a Bolsonaro disseram que foi descoberta a igreja que teria contratado o autor da facada. Teria sido a “PTcostal”. Sobre Lula e Fernando Haddad disseram que os dois farão o restante da campanha em “cadeia”, como se fosse “cadeia de rádio e TV”.

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