sexta-feira , 18 agosto 2017 - 01:51
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Trump diz que ameaça de ‘fogo e fúria’ à Coreia do Norte pode não ter sido suficiente

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala sobre ameaças da Coreia do Norte a jornalistas ao lado de seu vice, Mike Pence, em Bedminster, New Jersey, na quinta (10) (Foto: Reuters/Jonathan Ernst)
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala sobre ameaças da Coreia do Norte a jornalistas ao lado de seu vice, Mike Pence, em Bedminster, New Jersey, na quinta (10) (Foto: Reuters/Jonathan Ernst)

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quinta (10) que sua ameaça de responder com “fogo e fúria” às provocações da Coreia do Norte talvez não tenham sido “fortes o suficiente”, ainda que tenham provocado uma escalada no tom bélico entre os dois países.

Antes de uma reunião com seu vice-presidente, Mike Pence, seu chefe de gabinete e o conselheiro de Segurança Nacional, os generais John Kelly e H. R. McMaster, Trump elevou o tom ao comentar as ameaças do país asiático, que diz planejar atacar a ilha de Guam, território norte-americano no Oceano Pacífico.

“É melhor a Coreia do Norte começar a agir direito ou ela estará em apuros como poucos países já estiveram antes”, disse o presidente a jornalistas.

Apesar disso, o presidente americano não descartou uma saída diplomática para a crise. No entanto, lembrou que em 25 anos ninguém teve sucesso ao tentar dialogar com o regime comunista de Pyongyang.

Trump também agradeceu a Rússia e China, tradicionais aliados da Coreia do Norte, por votar no fim de semana a favor de novas sanções no Conselho de Segurança da ONU por causa dos dois testes com mísseis balísticos realizados por Pyongyang em julho, mas ressaltou que a China poderia “fazer muito mais” para ajudar.

Fogo e fúria

Trump usou o termo “fogo e fúria” na terça-feira, ao comentar ameaças norte-coreanas, quando disse: “É melhor que a Coreia do Norte não faça mais ameaças aos Estados Unidos. Enfrentarão fogo e fúria como o mundo nunca viu”.

No dia seguinte, ao detalhar seu plano para atacar Guam, o general norte-coreano Kim Rak Gyom afirmou que a declaração do presidente americano era “um monte de bobagem”.

“Parece que ele não entendeu o recado. Diálogo saudável não é possível com um sujeito tão desprovido de razão e apenas força absoluta pode funcionar sobre ele”, disse o general em seu comunicado, divulgado pela Agência de Notícias Central Coreana.

Segundo o general norte-coreano, o plano de ataque está em fase de finalização e deve ser apresentado ao líder Kim Jong-un até a metade de agosto, passando então a depender apenas de uma ordem sua para ser executado.

Seriam usados no ataque quatro mísseis Hwasong-12 de médio alcance, disparados simultaneamente. Após o lançamento, eles sobrevoariam Shimane, Hiroshima e Koichi, no Japão, antes de atingir seus alvos ao redor da ilha. “Eles voarão 3,356.7 km durante 1,065 segundos e atingirão águas de 30 a 40 quilômetros de Guam”, diz o comunicado assinado por Kim Rak Gyom, comandante da Força Estratégica do Exército do Povo Coreano.

Fonte: G1

 

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